Hoje em dia evoluímos muito na questão ambiental. Toda a sociedade, independente da classe social, ou nível de instrução, se preocupa com o Meio Ambiente por sentir os efeitos maléficos, resultantes das ações errôneas que as gerações anteriores tomaram. E em Felixlândia não se mostra diferente.
Daí vem o questionamento! O que uma cidade do nosso
porte, e com a nossa receita, poderia fazer afim de minimizar esses efeitos?
Pois bem... temos na administração local, o
Departamento exclusivo para assuntos de Meio Ambiente. Nos programas de
governos apresentados na campanha eleitoral de 2008, esse tema foi abordado, sem
destaque e de forma subjetiva.
Estive em Felixlândia no feriado último, e gostaria de ponderar a
respeito de situações que observei.
Choveu! Meus parabéns para São Pedro!
Mas mesmo com a chuva, um dos cursos d’agua que
cortam o perímetro urbano de Felixlândia, pode ser considerado MORTO! Isso
mesmo. O Córrego do Pelame está agonizando a anos, e sua expectativa de vida,
se nada for feito, é mínima! Para aqueles que o desconhecem, as águas desse córrego
já foram consideradas milagrosas, além de servirem de lazer e local de
trabalho, pois quem é mais novo, pode não se lembrar, mas muitas mulheres as
usavam para lavarem suas roupas, o que só comprova que as mesmas já foram
límpidas e puras. Hoje, o que se vê é apenas poluição, desmatamento de suas
matas ciliares, e um nível mínimo de água. Antes das chuvas, ele se encontrava
seco em muitos pontos. E o que provocou isto? O simples descaso desde e outras
administrações! É triste ver um córrego que poderia servir a população,
trazer-lhe apenas problemas como acontece hoje. Faltam projetos de
infraestrutura pluvial na cidade. Praticamente todos os bueiros de Felixlândia
se encontram entupidos e inutilizados, pode-se perceber isso quando das chuvas.
É só chover que a enxurrada em todos os bairros, inclusive no centro, desce
desordenada, causando estragos na pavimentação e erosão no terreno, o que só
assoreia cada vez mais nossas fontes de água. Aterros clandestinos feitos ao
longo do Córrego do Pelame, sem a fiscalização da Prefeitura, falta de projetos
de Curvas de Nível e esgoto lançado diretamente nele, vão transformá-lo dentro
de um curto espaço de tempo na “Grota do Pelame”.
No Córrego do
Bagre (de onde é tirada a água para abastecimento do Município), e no Ribeirão
do Boi, a situação é a mesma. Hoje vemos a cidade crescer desordenadamente,
qualquer projeto de loteamento é aprovado sem o mínimo de critério. Tínhamos
que possuir uma legislação que obrigasse aqueles que querem implantar um novo
loteamento a o fazê-lo com toda a infraestrutura necessária (rede de esgoto,
rede pluvial, água, energia, meio fio e asfalto) de modo a eximir o Município
destes gastos, afinal aquele que loteia adquire lucro líquido, deixando para a
administração todos os ônus. Vendo o mapa da cidade, podemos perceber a
expansão desordenada. Temos novos bairros sendo feitos, mais distantes do
centro, do que áreas rurais. Isso causa um desequilíbrio gigantesco no meio
ambiente.
Uma fração minúscula da nossa cidade é contemplada
com rede de esgoto (apenas esgoto não tratado, junta-se a porcaria toda e a
jogam na água que posteriormente iremos beber), e uma parte ridícula possui
rede pluvial (que é o maior problema em uma cidade que possui um relevo
acidentado). Estes são os principais fatores da agonia de nossos cursos d’agua.
Apenas jogar a culpa na Copasa, como tem feito nossa atual administração, se
torna muito fácil. Penso que cobramos pouco, e pior, não usamos os argumentos
certos nessa cobrança!
Não possuímos nenhuma área verde de convívio dentro
de nossa cidade, a Prefeitura, ao meu ver, desperdiçou uma chance fantástica de
transformar o antigo quarteirão do “DNER” em um parque ecológico, aproveitando
a flora já existente e a complementando, estruturando o local com um trajeto para
caminhada (retirando os praticantes das perigosas avenidas), bebedouros, etc.
Mas, ao contrário, das dezenas de árvores, apenas sobraram duas!
Quais as medidas tomadas pelo Departamento de Meio
Ambiente para melhorar nossa cidade?
Nenhuma!
Então já que o Verde não é de interesse do
Município. Vamos minimizar a crise e dispensar os servidores deste setor.
Não vejo razão para mantê-los, uma vez que não
façam nada!
S.O.S. Córrego do Pelame
Att. Rafael Pereira

4 comentários:
ESTIVE HÁ ALGUNS DIAS PROCURANDO OS FUNCIONARIOS DESTE DEPARTAMENTO... EM VÃO... A CHEFE É CONHECIDA POR LÁ, COMO BEIJA FLOR.DE VEZ EM QUANDO PASSA LÁ PARA SABER SE O PAGAMENTO TA NA CONTA. UMA VERGONHA.
Concordo plenamente com tudo que foi explanado... Quando à legislação para o loteador arcar com a infraestrutura urbana, ela já existe, é a Lei Federal 6766/79, isso mesmo... a lei é de 1979 e nada tem sido feito para respeitá-la.
O problema de Felixlândia não é a falta de leis, é a inaplicabilidade dessas... Pior que isso não ocorre só em Felixlândia, vejo isso em Viçosa todos os dias...
Outra coisa que não funciona em Felixlândia é o órgão encarregado pelo controle urbanístico. É desorganizado, não tem estrutura física para funcionamento e fico em dúvida se as pessoas que analisam os projetos para serem aprovados conhecem as leis urbanísticas de verdade!
Janaina Matoso Santos
Graduanda em Arquitetura e Urbanismo
Universidade Federal de Viçosa
Janaina Matoso, como sempre abrilhantando os temas com seus conhecimentos. Confesso que desconhecia a legislação federal a respeito do assunto, mas acompanhando seus post no grupo de debates, comungo de sua preocupação a respeito do Plano Diretor de Felixlândia, e penso que a questão de infraestrutura em novos empreendimentos imobiliários deva ser repassada em sua totalidade ao particular.
Pude observar que esta questão se fez presente no perfil no Facebook da Prefeitura de Felixlândia. Seria extremamente agregador, se a mesma atendesse vossos apelos, e expusesse o que se passa a respeito.
Agradeço o comentário
Att. Rafael Pereira
Quando citei:
"que a questão de infraestrutura em novos empreendimentos imobiliários deva ser repassada em sua totalidade ao particular."
Me referi à mesma ser contemplada também no Plano Diretor Municipal.
Att. Rafael Pereira
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