Olá meus caros.
Já estava com saudades de escrever para
vocês, mas por esses tempos estava um pouco abarrotado de coisas para fazer.
Hoje, abordarei mais uma situação
absurda que acontece a anos em nossa cidade.
Lembram dos protestos de junho, que começaram
por causa dos tais 20 centavos? Pois bem, analisaremos como se dá o transporte
publico em nossa Felixlândia.
A princípio, não temos um órgão que
administre o transporte público, os táxis, os moto-táxis, nem que fiscalize os
ônibus intermunicipais.
Nosso transporte público (lotação), não
tem horário, nem trajeto, muito menos valores condizentes com nossa realidade.
Poderíamos ter linhas que atendessem além do Ribeirão do Bagre, Centro, Alto
Social e Posto Pioneiro, os bairros Capitão Custódio, Anchieta, Buritis, Vila
de Fátima, além dos distritos de São Geraldo do Salto e São José do Buriti
poderiam ser beneficiados com o transporte público municipal.
No caso dos Táxis, 64 placas são um
exagero que além de tudo, dão prejuízo ao município. A total falta de critério
para distribuí-las também preocupa. O Prefeito Municipal tem táxi, o Vice
Prefeito Municipal tem táxi, o Presidente da Câmara Municipal tem táxi, quando
algum cidadão teve o serviço deles? Será que se ligássemos para alguma dessas autoridades
eles iria nos prestar uma “corrida”? Duvido muito! E o pior, se eles tem táxis,
não pagam o IPVA, e o município não arrecada! Ou seja, quem deveria proteger o
orçamento do município, o lesa! Não temos nenhum parâmetro na cobrança da taxa
do serviço, muito menos um esquema de plantão fixo nos pontos de táxi, sem
falar na falta de padrão dos veículos, o que permite que o taxista compre um
carro pessoal, e não um carro para prestar serviço à população.
Sobre o Moto-Táxi, é uma opção já
encontrada em várias cidades da região, que contempla principalmente a parcela
mais carente da população. Porém, como não temos uma legislação a respeito do
assunto, não podemos destinar “placas vermelhas” aos que interessam ao
Município para servir melhor a população, muito menos organizar essa prestação
de serviço.
Já a respeito do transporte
intermunicipal, prestado pela empresa Viação
Sertaneja, é em todas as palavras uma vergonha. Além desta empresa utilizar
o prédio público do Terminal Rodoviário como garagem particular, os valores
cobrados de nossa população são extorsivos! Sem falar que fazer uma viagem para
outra cidade de lotação não respeita os usuários. Os horários são outro grave
problema existente, uma vez que não são bem distribuídos durante o dia, chegando
a ficar 3 horas sem transporte na linha Felixlândia – Curvelo, e tendo o seus
últimos ônibus (lotação) nesta linha saindo de Felixlândia às 20 horas e de
Curvelo às 18:30 horas. Onde está a Prefeitura para cobrar a revisão disto. Já
as linhas que ligam às cidades de Três Marias e Belo Horizonte, chegam a dar
nojo nos usuários. Não temos nenhum ônibus que saia inicialmente do nosso
Município, todos são “em transito”, e
ainda sofrem com atrasos de até 1 hora, com total falta de respeito aos
usuários. Não podemos marcar nenhum compromisso na capital mineira contando com
o transporte da Viação Sertaneja, se
o fizermos, correremos sérios riscos de o perdermos.
A total falta de compromisso com a
população vinda de nossos governantes, em assuntos que não gerariam gasto algum
do Município, que é o caso do transporte, só nos evidência cada vez mais a
incompetência da administração. Coisas simples mudam a vida das pessoas.
Precisamos sim de grandes obras, grandes projetos, mas, se não se faz o
possível de forma administrativa sem gasto algum, impossível imaginar que se
faça algo de mais surpreendente em nossa cidade.
Um cordial abraço a todos.
Att. Rafael Pereira
P.s. Aproveitando a ocasião, nosso
Município foi agraciado com o Programa “Caminhos de Minas” do Governo do Estado
para o asfaltamento da MG-164 (liga a sede do Município à Barra do Rio
Paraopeba). Esclareço que essa foi um conquista do povo de Felixlândia, não se
deixem enganar por aqueles que querem colocar seus nomes nesta conquista. Este
é um Programa que beneficiou todas as cidades de Minas Gerais. Este asfalto não
veio através de nenhuma emenda pessoal de qualquer deputado que seja.
E quanto aos boatos da transferência
desse asfalto para o trecho da Várzea do Buriti até o distrito de São José do
Buriti, são apenas especulações. Não se pode transferir obras por questões
prévias de engenharia. Caso alguns queiram, com justiça, o asfalto da estrada
do Buriti, e até mesmo da Várzea, procurem os deputados oportunistas que sempre
aparecem, e cobrem dos mesmos, suas emendas pessoais para esta obra. Não é
possível que o nosso Prefeito, sendo do mesmo partido do Governador, não estava,
a tempos, ciente do trecho agraciado com asfalto pelo Programa “Caminhos de
Minas”?!


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