22 novembro 2013

Post #21 – E quanto aos nossos 20 centavos?



             

          Olá meus caros.

        Já estava com saudades de escrever para vocês, mas por esses tempos estava um pouco abarrotado de coisas para fazer.

           Hoje, abordarei mais uma situação absurda que acontece a anos em nossa cidade.

         Lembram dos protestos de junho, que começaram por causa dos tais 20 centavos? Pois bem, analisaremos como se dá o transporte publico em nossa Felixlândia.

         A princípio, não temos um órgão que administre o transporte público, os táxis, os moto-táxis, nem que fiscalize os ônibus intermunicipais.

       Nosso transporte público (lotação), não tem horário, nem trajeto, muito menos valores condizentes com nossa realidade. Poderíamos ter linhas que atendessem além do Ribeirão do Bagre, Centro, Alto Social e Posto Pioneiro, os bairros Capitão Custódio, Anchieta, Buritis, Vila de Fátima, além dos distritos de São Geraldo do Salto e São José do Buriti poderiam ser beneficiados com o transporte público municipal.

        No caso dos Táxis, 64 placas são um exagero que além de tudo, dão prejuízo ao município. A total falta de critério para distribuí-las também preocupa. O Prefeito Municipal tem táxi, o Vice Prefeito Municipal tem táxi, o Presidente da Câmara Municipal tem táxi, quando algum cidadão teve o serviço deles? Será que se ligássemos para alguma dessas autoridades eles iria nos prestar uma “corrida”? Duvido muito! E o pior, se eles tem táxis, não pagam o IPVA, e o município não arrecada! Ou seja, quem deveria proteger o orçamento do município, o lesa! Não temos nenhum parâmetro na cobrança da taxa do serviço, muito menos um esquema de plantão fixo nos pontos de táxi, sem falar na falta de padrão dos veículos, o que permite que o taxista compre um carro pessoal, e não um carro para prestar serviço à população.

         Sobre o Moto-Táxi, é uma opção já encontrada em várias cidades da região, que contempla principalmente a parcela mais carente da população. Porém, como não temos uma legislação a respeito do assunto, não podemos destinar “placas vermelhas” aos que interessam ao Município para servir melhor a população, muito menos organizar essa prestação de serviço.

         Já a respeito do transporte intermunicipal, prestado pela empresa Viação Sertaneja, é em todas as palavras uma vergonha. Além desta empresa utilizar o prédio público do Terminal Rodoviário como garagem particular, os valores cobrados de nossa população são extorsivos! Sem falar que fazer uma viagem para outra cidade de lotação não respeita os usuários. Os horários são outro grave problema existente, uma vez que não são bem distribuídos durante o dia, chegando a ficar 3 horas sem transporte na linha Felixlândia – Curvelo, e tendo o seus últimos ônibus (lotação) nesta linha saindo de Felixlândia às 20 horas e de Curvelo às 18:30 horas. Onde está a Prefeitura para cobrar a revisão disto. Já as linhas que ligam às cidades de Três Marias e Belo Horizonte, chegam a dar nojo nos usuários. Não temos nenhum ônibus que saia inicialmente do nosso Município, todos são “em transito”, e ainda sofrem com atrasos de até 1 hora, com total falta de respeito aos usuários. Não podemos marcar nenhum compromisso na capital mineira contando com o transporte da Viação Sertaneja, se o fizermos, correremos sérios riscos de o perdermos.

        A total falta de compromisso com a população vinda de nossos governantes, em assuntos que não gerariam gasto algum do Município, que é o caso do transporte, só nos evidência cada vez mais a incompetência da administração. Coisas simples mudam a vida das pessoas. Precisamos sim de grandes obras, grandes projetos, mas, se não se faz o possível de forma administrativa sem gasto algum, impossível imaginar que se faça algo de mais surpreendente em nossa cidade.



Um cordial abraço a todos.



AttRafael Pereira




         P.s. Aproveitando a ocasião, nosso Município foi agraciado com o Programa “Caminhos de Minas” do Governo do Estado para o asfaltamento da MG-164 (liga a sede do Município à Barra do Rio Paraopeba). Esclareço que essa foi um conquista do povo de Felixlândia, não se deixem enganar por aqueles que querem colocar seus nomes nesta conquista. Este é um Programa que beneficiou todas as cidades de Minas Gerais. Este asfalto não veio através de nenhuma emenda pessoal de qualquer deputado que seja.
         E quanto aos boatos da transferência desse asfalto para o trecho da Várzea do Buriti até o distrito de São José do Buriti, são apenas especulações. Não se pode transferir obras por questões prévias de engenharia. Caso alguns queiram, com justiça, o asfalto da estrada do Buriti, e até mesmo da Várzea, procurem os deputados oportunistas que sempre aparecem, e cobrem dos mesmos, suas emendas pessoais para esta obra. Não é possível que o nosso Prefeito, sendo do mesmo partido do Governador, não estava, a tempos, ciente do trecho agraciado com asfalto pelo Programa “Caminhos de Minas”?!




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