Venho hoje, humildemente tentar analisar como se deu a escolha do futuro de nossa cidade pelos próximos 4 anos.
Inicialmente, gostaria de cumprimentar os
candidatos vitoriosos para o Executivo, os senhores Humberto e Wagner pela votação
expressiva que estabeleceu um novo recorde de diferença de votos, tão como os
senhores José Alberto, Otacílio, Deusdedith, Alex, Eduardo, Genemi, Wiliam, e
as senhoras Vanderléia e Ilma pelas cadeiras conquistadas no Legislativo
Municipal.
Também cumprimento os senhores Jairo e Marcelino, e
todos os demais candidatos por colocarem seu nome a crivo da população, para
que esta, de maneira democrática, externasse sua vontade.
Pois bem... após um começo de campanha frio e sem
muita dinâmica, como já é usual em nossa cidade, com o passar da Festa de Agosto, o
espírito eleitoral tomou conta dos militantes e de toda população. No Executivo,
três chapas disputavam a administração de um município que se encontra com
sérios problemas gerenciais. A da Situação, encabeçada pela atual Vice-Prefeita
Conceição Bernadino tentava se desvencilhar da atual administração, mas, por
motivos jurídicos não pode dar continuidade a sua caminhada. E duas chapas de
Oposição, contando com os dois candidatos que não lograram êxito no último
pleito, tendo na cabeça os senhores Jairo e Humberto.
Após a desistência da Situação, a candidata ofertou
seu apoio a candidatura do senhor Jairo, fato que já era esperado devido a divergência
irreparável com o grupo político do senhor Humberto. A eleição tomou assim,
pela primeira vez em nossa história, ares de disputa nacional, colocando frente
a frente Tucanos e Petistas.
A campanha Tucana, que desde o começo contava com
grande apoio popular, era confrontada basicamente por três fatores: a
administração anterior do candidato, a escolha de seu vice, e processos judiciais
em tramitação.
Já a campanha Petista, foi crescendo ao longo do
tempo, e já vislumbrava uma chance de vitória, porém tinha em seu desfavor
também três fatores: o ainda desconhecimento da população quanto a seu candidato,
o próprio envolvimento do partido no escândalo do Mensalão, e por fim o apoio
da Situação.
Os comitês de campanha exploraram ao máximo os
pontos fracos de seus oponentes, esvaziando assim a apresentação de propostas
concretas de governo. Foi uma opção
arriscada de ambos os lados, e a campanha teve seu nível abaixado para a já
conhecida “politicagem”.
O lado tucano contava com o apoio da massa a um
candidato mais carismático, amplamente conhecido em todo município, que batia
forte na atual administração, que se postou de forma mais objetiva a apresentar o
que pretendia promover no executivo caso se sagrasse vitorioso. Mas também teve
que se justificar dos erros cometidos no passado.
Os petistas, contavam novamente com um candidato
com um curriculum interessante, mas que pecou por possuir uma personalidade
mais introvertida, e não ter estado mais presente no dia a dia da cidade após a
derrota do último pleito. Mesmo assim, conseguiram galgar votos daqueles que
buscavam uma alternativa nova em nossas paragens.
No período
eleitoral, a campanha se intensificou tanto no ambiente do “corpo-a-corpo”, nos
comícios e reuniões politicas, mas principalmente no ambiente virtual. Ambos os candidatos contavam com meios de se divulgar suas ideias,
posicionamentos e notícias, principalmente nas redes sociais, por meio de seus
perfis, ou no grupo de debate deste Blog do Facebook Política & Economia - Uma busca pela "Virtù"!. Seus militantes, sempre atentos a
novas informações, promoviam épicos debates no meio virtual, as vezes até
ultrapassando os níveis de bom senso. Se pode-se dizer que virtualmente o
candidato Jairo tinha uma supremacia, porém os comícios já mantinham as expectativas iniciais
de campanha, com larga frente para o candidato Humberto.
O mês de agosto
findou-se e setembro chegou com uma nova tática das coordenações de campanha.
Enquanto os tucanos, para preservar seu candidato, se atinham apenas nas
propostas de governo. Os petistas, vendo que seu crescimento estava em um ritmo
insuficiente para o domingo de outubro, aumentaram os ataques ao adversário,
principalmente conclamando a população a não votar nos candidatos “Ficha Suja”.
Ao meu ver, essa atitude se tornou massiva além do necessário, esvaziando o
debate de propostas.
Enquanto o candidato Humberto se manteve em uma linha
pragmática de expor seu programa, o candidato Jairo se perdeu entre propostas e
ataques. É impossível não fazer uma comparação com o que ocorreu em Belo
Horizonte.
Penso que foi nessa altura que o resultado eleitoral
voltou a estar selado pró 45.
Outro fato que chamou a atenção, foi que com a aproximação
do pleito, começaram novamente a surgir as famosas “Cartas Anônimas”, contendo
termos e acusações dignas das pessoas que, de tanta vergonha que tem da própria índole,
são incapazes de as sub escrever. Lastimável que ainda tenham pessoas que
pensam que essas atitudes prejudiquem aqueles visados. Hoje em dia, essas ações de desespero, se tornam um tiro
no próprio pé!
Nos últimos dias
de campanha, não apenas a cidade transpirava política, mas também os
eleitores que residem fora aguardavam ansiosamente a chegada do dia 08 de
outubro. O último comício não fugiu aos demais de toda campanha quanto a quantidade de presença distinta em ambos. Os candidatos aproveitaram para fazer os agradecimentos de
praxe e partiram para os últimos preparativos pré-eleitorais.
Já véspera da eleição, os mesmos passaram para as panfletagens juntamente com seus cabos eleitorais, que justificavam junto aos eleitores os “porquês” dos votos em seus candidatos.
Já véspera da eleição, os mesmos passaram para as panfletagens juntamente com seus cabos eleitorais, que justificavam junto aos eleitores os “porquês” dos votos em seus candidatos.
A eleição, no primeiro domingo de outubro, se
realizou com alguns incidentes já esperados, mas as projeções se confirmaram com
a vitória do tucano Humberto sobre o petista Jairo com a diferença de 20% (1.778
votos).
Analisando os
números, eles nos revelam posicionamentos importantes:
Em um universo de
11.641 eleitores cadastrados, nunca em nossa história tivemos uma abstenção tão
elevada. São 2.061 pessoas que não compareceram para fazerem a sua escolha cidadã.
Já dos 9.580 que compareceram, 662 votaram ou branco, ou nulo. Somando com as abstenções, temos 2.723 pessoas que não elegeram o Humberto, nem deram sua confiança ao Jairo. Isso é 23% da população votante do nosso município!
Das pessoas que votaram, 205 votos foram válidos apenas para o Legislativo.
Outro fato curioso foi o número expressivo de votos em legenda. 723 pessoas não deram seu voto a um candidato específico.
Já dos 9.580 que compareceram, 662 votaram ou branco, ou nulo. Somando com as abstenções, temos 2.723 pessoas que não elegeram o Humberto, nem deram sua confiança ao Jairo. Isso é 23% da população votante do nosso município!
Das pessoas que votaram, 205 votos foram válidos apenas para o Legislativo.
Outro fato curioso foi o número expressivo de votos em legenda. 723 pessoas não deram seu voto a um candidato específico.
Ao meu ver, esses
números representam um voz silenciosa de que, para uma certa parcela considerável da
população, os candidatos apresentados não satisfizeram as expectativas para
receberem seus votos.
Findando, desejaria dirigir as próximas palavras ao grupo
político encabeçado pelo senhor Humberto. Vossa Senhoria recebeu da população felixlandense,
uma nova e última chance de reescrever sua história politico-administrativa em nossa cidade. Esse é um
raro privilégio que deve ser encarado com seriedade, compromisso e muito
trabalho. Torço verdadeiramente para que desempenhe na prefeitura um bonito papel do
qual, não apenas irá se orgulhar, mas deixará toda a população orgulhosa de
Vossa Senhoria. E se posso lhe ofertar uma dica: EDUCAÇÃO! Apenas com
investimento maciço em EDUCAÇÃO, vamos poder alavancar de uma vez por todas
nossa cidade.
Aproveito também para
lhe pedir que sempre que possível, dê uma olhada atenciosa para o grupo de discussão do Facebook Política & Economia - Uma busca pela "Virtù"!. A partir deste momento pós eleitoral ele voltará à desempenhar sua função de origem: "Debater sobre Acontecimentos Políticos e Econômicos de Felixlândia. Bem como fazer um paralelo entre o passado e o presente, apontando soluções para o futuro da Cidade". Nele já apareceram várias ideias
aplicáveis, e algumas delas sem qualquer ônus, que talvez sirvam para sanar alguns
problemas que afligem nossa amada Felixlândia. Dentre seus membros, contará com pessoas de
todas as idades, mas principalmente com jovens que querem acima de tudo o bem
municipal.
Estaremos lá para AJUDAR! Seja apontado soluções para eventuais erros, ou seja aplaudindo os acertos que vossa administração vier a promover!
Estaremos lá para AJUDAR! Seja apontado soluções para eventuais erros, ou seja aplaudindo os acertos que vossa administração vier a promover!
Seja ousado! Não se acomode com o básico... Lute por aquilo que Felixlândia tem direito, e mais um pouco!
Um cordial abraço a todos.
Att. Rafael Pereira
P.s.: Gostaria de me dirigir
agora a aqueles que torcem para o desastre administrativo de Felixlândia.
Pensem bem, qual o lucro que teremos com isso? Mais quatro anos aqui, mais
quatro anos ali, e nossa cidade vai se apequenando cada vez mais. Eu não
concordo com atitudes de revanchismo. Muito menos de ataques dando adjetivos pejorativos
à população que elegeu democraticamente esse ou aquele governante. Democracia
Moderna é isso. O voto do mais sábio tem o mesmo peso que o do menos
esclarecido. Não queiram pensar que se voltássemos ao modelo de Democracia
Grega seria melhor, porque não seria! Na Grécia Antiga, só participavam da vida
política aqueles que tinham posses, que por sua vez se tornavam os "mais
esclarecidos". Os mesmos justificavam a sua exclusividade de “Voto” com o
fato de que o "Povão" não saberia escolher os melhores candidatos.
Pensem... o melhor candidato não é sempre seu candidato? Seja por questão
pessoal, ou social, mas sempre o seu?
Na mesma Grécia Antiga, uma das castas da
população que não votava eram os escravos, Seres Humanos considerados de "segunda categoria"... Hoje em dia esse pensamento
mesquinho de que, certas pessoas não poderiam votar, aplicado a nossa realidade, geraria ao invés de um governo para
todos, um Ditador!
Pensem meus caros. Pensem...!
