08 fevereiro 2012

Post #08 – 2012... O que esperar do tão aguardado ano eleitoral?




Após um breve recesso, volto a esse meio democrático postando, sobre o que penso ser, o assunto dominante desde dito “Ano do Fim do Mundo”:

- ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2012 -

Enquanto em todo país, as atenções estão voltadas para o eterno embate "PSDB x pt"... aqui, na terra do sofrido Córrego do Pelame, já começam os burburinhos sobre as possíveis formações políticas postulantes ao Palácio da Menino Deus.

Mais uma vez, pelo 3º pleito seguindo, é nítida a insatisfação da população em relação aos parâmetros seguidos na administração pública municipal. Nas duas vezes anteriores, o sufrágio universal destituiu de representatividade a então situação. O que esperar deste pleito?

Analisando intimamente, e até mesmo, superficialmente, há de se notar que os governantes insistem em praticar exatamente os mesmos erros que levaram a população a eleger a oposição em detrimento da situação. Não é possível que eles façam estritamente o contrário do afirmado em campanha eleitoral. Chega a ser surreal!

Já abordei anteriormente que a falta de um parâmetro felixlandense de boa administração pública, não serve de pretexto para uma administração sem planejamento, metas e conquistas. Será que não se pode administrar com no mínimo “bom senso”? Se isso acontecesse, já seria um salto abissal de qualidade administrativa nunca antes visto na história de nossa cidade.

Mas isso é chover no molhado. Assim sendo, falarei mais, mais, mais, mais, mais a respeito em outra oportunidade. Porque, cá pra nós, como bom felixlandense, eu adoro um bafafá político. É Fulano que não quer candidatar, Ciclano que tem processo, Beltrano que não tem chance.

Sinceramente, a pior coisa da política em Felixlândia, não é a compra de votos, não são as brigas, muito menos os processos... a PIOR COISA DA POLÍTICA DE FELIXLÂNDIA é a total falta de conteúdo dos candidatos, moral e intelectualmente falando! Não quero aqui pregar que para se candidatar, o cidadão possua PhD em Administração, ou Direito, ou Artes Cênicas, ou qualquer outra coisa. Mas, eleger semianalfabetos também é o atestado de que a cidade nada mais é do que a cara de seus eleitores. Porém, nada é tão ruim que não possa piorar, pois se falta de capacidade intelectual já traz prejuízos ao desenvolvimento da cidade, imagine a falta de escrúpulos? O que fazer com aqueles larápios que sugam todo néctar dos cofres públicos, juntamente com a esperança e os sonhos, principalmente da parte mais humilde da população? (Se pensou em descumprir um dos Dez Mandamentos, bem vindo ao clube)

                (...) èH’ (...)

                As Eleições de 2012 reservam um fato importantíssimo do qual poucos ainda atentaram. Sabem esses dois principais grupos políticos da nossa cidade? Essa é a última eleição deles! Desde a eleição de 1996, o poder é disputado por eles de todas as formas mais medíocres que se possa imaginar. E nesta eleição, um deles irá se extinguir no poder, enquanto o outro sumirá no ostracismo, ou quem sabe os dois morram abraçados?!

                Novas lideranças apareceram, e desapareceram sem deixar saudades... Outras aparecem sempre, mas apenas na véspera dos pleitos... E também há aqueles, que participam ativamente do jogo político, mas impreterivelmente nos bastidores.
               
Teremos um novo tipo de eleitor esse ano, mais detalhista, mais preocupado com o bem comum, menos receptivo a se corromper... Talvez ainda não tenhamos a mudança da qual necessitamos para os próximos 4 anos, mas estou esperançoso...
... em 2016, além de uma maior evolução do eleitorado, já teremos expurgado da vida pública muitos daqueles que enterraram nossa cidade no ostracismo que se encontra. 
               
Qual dos dois grupos será rotulado de “O Começo do Fim”, assim como Figueiredo?
               
A história sempre se repete, mas espero que ela se engane em 2016, para que não morra na véspera, aquele que poderia ter mudado tudo!



AttRafael Pereira

01 dezembro 2011

Post #07 – Questionamentos à Prefeitura Municipal de Felixlândia



Apenas reescrevendo as perguntas postadas no Grupo de Discussão do Facebook “Política & Economia - Uma busca pela "Virtù"!” (https://www.facebook.com/groups/277305438967227/), voltadas para a Prefeitura Municipal de Felixlândia (https://www.facebook.com/profile.php?id=100002368016395).
[18 de outubro de 2011, às 18:55]


Gostaria de fazer alguns questionamentos pontuais à Prefeitura de Felixlândia, que, ao meu ver, ela tem amplas condições de elucidar.

1º - Por que o pagamento do funcionalismo se encontra em atraso?

2º - O que está sendo feito para solucionar o problema?

3º - Existe a possibilidade de estipulação de prazo para os pagamentos serem colocados em dia?

4º - Os pagamentos do 1º escalão de governo, bem como do Prefeito e Vice-Prefeita se encontram em atraso?

5º - Qual o tamanho real da Dívida Pública Municipal?

6º - Qual o valor médio/mensal das Receitas Municipais, excluindo-se as verbas de convênio?

7º - Em que patamar está a Inadimplência com o IPTU? (Porcentagem e Valor total da Inadimplência)

8º - Qual o número exato de funcionários ativos? (Número de Concursados e Número de Contratados)

9º - Qual o resultado da auditoria feita nos primeiros meses deste governo, em cima das contas da administração anterior? (Houve desvio? Qual o montante? Quais os suspeitos?)

10º - A sociedade pode contribuir de alguma forma para solução do mesmo?


Mais do que um favor, é uma obrigação informar a população a respeito desses assuntos, uma vez que ao usar o nome do município, este Perfil do Facebook passa a ser um membro da administração.

Espero respostas objetivas e claras, se possível o mais prontamente.

Desde já, agradeço a atenção para com este.



AttRafael Pereira

Post #06 – Desalento com a situação Política em Felixlândia



Depois de uma longa ausência de algumas semanas, volto a esse blog para manifestar o meu desalento com a situação política vivida em nossa cidade. Eu gostaria de estar aqui discutindo sobre as conquistas, as perspectivas para um futuro melhor, as riquezas naturais exploradas de nossa cidade para a melhoria das condições de vida da nossa população... gostaria de estar tecendo sobre isso, e não, como falarei, de algo muito pior, que é a dilapidação do capital ético de nossa cidade.

Penso que o que nos falta, e o que sempre faltou, foi uma elite dirigente com compromisso com a coisa pública capaz de fazer nessa cidade o que precisaria ser feito, que era o investimento no capital humano. Veja a que ponto chegamos. Dentro de uma das maiores crises administrativas de que me lembre, o chefe do executivo se afasta de suas responsabilidades. Não que ele não possua essa prerrogativa, mas no momento mais delicado não se pode deixar o timão solto. E o pior, vejo resquícios de que esta atitude pode ter uma natureza política já pensando na sucessão de 2012. Isso me entristece profundamente. Uma jogada política para se fortalecer um nome que se encontra apagado desde as últimas eleições. E a oposição? Ao meu ver se encontra dividida, enfraquecida, e sem bandeira ética para postular o executivo municipal. É lamentável o que estamos passando em pleno vigor da Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse governo, com algumas raríssimas exceções, pinçou na passado todos os exemplos negativos que deveriam servir de alerta para nossos administradores. Fiz, através do grupo de discussão no Facebook, 10 questionamentos pontuais ao Perfil da Prefeitura Municipal no dia 18 de outubro, que acredito eu, foi criado para atender a população e não para ser mais um instrumento de propaganda governista, mas, simplesmente me ignoraram, não sei se por falta de justificativas ou pela simples mediocridade.

Me envergonha ver minha cidade no estado em que se encontra. O valor atrasado da folha de pagamento está se tornando cada vez mais impagável, e o que o município irá fazer? Calote universal? Se isso acontecer, a economia municipal entrará em colapso! Aí sim, não será Prefeitura que irá declarar falência, mas a nossa população. Infelizmente toda a cidade depende da maior contratante do município, uma falha, que já explanei a respeito, tem que ser atacada como objetivo principal de nossos governantes.

A classe política da nossa cidade nem se fala, essa já apodreceu a muito tempo.  Nunca se viu uma legislatura tão medíocre, com um nível intelectual e moral tão baixo, que apenas abaixa a cabeça para os desejos do executivo, e aqueles que se opõem, além de terem interesses escusos, ainda não possuem competência para lutar por nada. O que se pode esperar disto? Não sei, mas nada de bom é capaz de sair daí!

Uma cidade que tem governantes destes. Uma legislatura desta. Uma classe política ridícula. E o povo. O povo sim... tem parte da população que compactua com isso, e que sabe, não é por falta de informação, ela compactua porque lucra de alguma maneira com essa bandalheira que aí está.

Bem, para finalizar, eu gostaria de tecer a respeito da “Carta” que contém meu nome.

Aquilo é em síntese, o lixo que se tornou a política em Felixândia. Fizeram uma citação pretensiosa em meu nome, de uma coisa da qual postaram no grupo de discussão. Eu assumo tudo aquilo que falo, mas não admito que usem minhas palavras, e muito menos, me deem a autoria de outras com objetivo político-eleitoreiro. Quanto ao restante do texto, além da forma esdrúxula da ortografia, deu para, em uma análise profunda das informações, ter uma noção do grupo político de origem da mesma. Assim sendo, pelo menos para minha pessoa, aquilo nada mais é do que combustível para lixeira. Tão como os autores da mesma!

Abraço a todos, e até a próxima.



AttRafael Pereira

17 outubro 2011

Post #05 – Despretensiosa Análise da Situação Ambiental de Felixlândia



Hoje em dia evoluímos muito na questão ambiental. Toda a sociedade, independente da classe social, ou nível de instrução, se preocupa com o Meio Ambiente por sentir os efeitos maléficos, resultantes das ações errôneas que as gerações anteriores tomaram. E em Felixlândia não se mostra diferente.

Daí vem o questionamento! O que uma cidade do nosso porte, e com a nossa receita, poderia fazer afim de minimizar esses efeitos?

Pois bem... temos na administração local, o Departamento exclusivo para assuntos de Meio Ambiente. Nos programas de governos apresentados na campanha eleitoral de 2008, esse tema foi abordado, sem destaque e de forma subjetiva.
Estive em Felixlândia no feriado último, e gostaria de ponderar a respeito de situações que observei.

Choveu! Meus parabéns para São Pedro!

Mas mesmo com a chuva, um dos cursos d’agua que cortam o perímetro urbano de Felixlândia, pode ser considerado MORTO! Isso mesmo. O Córrego do Pelame está agonizando a anos, e sua expectativa de vida, se nada for feito, é mínima! Para aqueles que o desconhecem, as águas desse córrego já foram consideradas milagrosas, além de servirem de lazer e local de trabalho, pois quem é mais novo, pode não se lembrar, mas muitas mulheres as usavam para lavarem suas roupas, o que só comprova que as mesmas já foram límpidas e puras. Hoje, o que se vê é apenas poluição, desmatamento de suas matas ciliares, e um nível mínimo de água. Antes das chuvas, ele se encontrava seco em muitos pontos. E o que provocou isto? O simples descaso desde e outras administrações! É triste ver um córrego que poderia servir a população, trazer-lhe apenas problemas como acontece hoje. Faltam projetos de infraestrutura pluvial na cidade. Praticamente todos os bueiros de Felixlândia se encontram entupidos e inutilizados, pode-se perceber isso quando das chuvas. É só chover que a enxurrada em todos os bairros, inclusive no centro, desce desordenada, causando estragos na pavimentação e erosão no terreno, o que só assoreia cada vez mais nossas fontes de água. Aterros clandestinos feitos ao longo do Córrego do Pelame, sem a fiscalização da Prefeitura, falta de projetos de Curvas de Nível e esgoto lançado diretamente nele, vão transformá-lo dentro de um curto espaço de tempo na “Grota do Pelame”.

                No Córrego do Bagre (de onde é tirada a água para abastecimento do Município), e no Ribeirão do Boi, a situação é a mesma. Hoje vemos a cidade crescer desordenadamente, qualquer projeto de loteamento é aprovado sem o mínimo de critério. Tínhamos que possuir uma legislação que obrigasse aqueles que querem implantar um novo loteamento a o fazê-lo com toda a infraestrutura necessária (rede de esgoto, rede pluvial, água, energia, meio fio e asfalto) de modo a eximir o Município destes gastos, afinal aquele que loteia adquire lucro líquido, deixando para a administração todos os ônus. Vendo o mapa da cidade, podemos perceber a expansão desordenada. Temos novos bairros sendo feitos, mais distantes do centro, do que áreas rurais. Isso causa um desequilíbrio gigantesco no meio ambiente.

Uma fração minúscula da nossa cidade é contemplada com rede de esgoto (apenas esgoto não tratado, junta-se a porcaria toda e a jogam na água que posteriormente iremos beber), e uma parte ridícula possui rede pluvial (que é o maior problema em uma cidade que possui um relevo acidentado). Estes são os principais fatores da agonia de nossos cursos d’agua. Apenas jogar a culpa na Copasa, como tem feito nossa atual administração, se torna muito fácil. Penso que cobramos pouco, e pior, não usamos os argumentos certos nessa cobrança!

Não possuímos nenhuma área verde de convívio dentro de nossa cidade, a Prefeitura, ao meu ver, desperdiçou uma chance fantástica de transformar o antigo quarteirão do “DNER” em um parque ecológico, aproveitando a flora já existente e a complementando, estruturando o local com um trajeto para caminhada (retirando os praticantes das perigosas avenidas), bebedouros, etc. Mas, ao contrário, das dezenas de árvores, apenas sobraram duas!

Quais as medidas tomadas pelo Departamento de Meio Ambiente para melhorar nossa cidade?

Nenhuma!

Então já que o Verde não é de interesse do Município. Vamos minimizar a crise e dispensar os servidores deste setor.

Não vejo razão para mantê-los, uma vez que não façam nada!

S.O.S. Córrego do Pelame



AttRafael Pereira

04 outubro 2011

Post #04 – Situação ou Oposição? Simplesmente estamos do lado de Felixlândia!



Estava refletindo com meus botões, e me convenci de que o maior problema são nossos políticos!

Quando falamos algo a favor deles, nos bajulam, divulgam o que pensamos, e até mesmo nos agradecem. Agora quando expomos uma cobrança ou uma crítica, eles nos colocam como os “polêmicos brigadores”, que não deixam a cidade crescer, que somos contra o prefeito porque não trabalhamos na administração, que somos opositores e só por isso estamos criticando!

Isso tudo pra mim é “balela”. Tenho noção do quanto deve ser complexa a administração pública, mas isso não pode virar desculpa para incompetência. União e apoio ao que está errado? Não somos apenas “Oposição”, até mesmo porque, a “Oposição” já foi um dia “Situação” e não tem muita moral nem credibilidade para falar desse ou daquele.

Estamos aqui para cobrar uma revolução administrativa. Não nos ocupamos de assuntos mesquinhos da Oposição. Por esse motivo, o nível de discussão e as respostas da Administração direcionadas a nós, tem que contar com fundamentos mais elaborados. Não vão facilmente nos ludibriar com falácias populistas carregadas de apelo emocional. Tanto as vindas da Situação, quanto da Oposição! 

Apontar com competência os erros gera mais vantagens do que ficar indiferente a eles. A administração deveria se sentir agradecida pelo que estamos fazendo. Afinal, ambas as partes querem o melhor para cidade, ou não?



AttRafael Pereira