Hei Gafanhotos.
Volto a falar com vocês nesse momento
delicado, política e economicamente. O Brasil passa por sua maior crise
econômica da história, de acordo com todos os indicadores. A atual Presidente
colhe os frutos de uma administração atabalhoada de seu partido, à frente do
poder a mais de 12 anos. Nunca na história desse país, um presidente da
república contou com o número pífio de 7% de aprovação (pior do que Fernando
Collor na véspera de sua cassação), o que reflete na turbulência política atual
e na falta de credibilidade econômica que o país enfrenta.
O maior problema de um governo
central fraco e incompetente, é que a crise é jogada para todos os entes
federados. Em Minas, após o PT chegar ao poder, o Estado parou todas as obras enquanto
elevava os salários do primeiro escalão e inchava a máquina pública com seus
pelegos. Inventou um déficit orçamentário fictício, para tentar tirar a
responsabilidade de sua falta de visão administrativa.
Já em nosso caso mais específico, a
balburdia administrativa reforçada pelo atual prefeito, faz inveja ao romance "A
Filosofia na Alcova" (Marquês de Sade). Pensei não ser possível piorar a
situação de Felixlândia, mas vejo o quanto subestimei a incapacidade do
Prefeito Betão. A nossa cidade está MORTA. Não se gira renda em nenhum setor
econômico, e a Prefeitura (a maior empregadora do município) é o exemplo do mal
que nos assola. Funcionários desmotivados por terem meses e meses de salário
atrasado, se endividando, e sendo humilhados pela atual administração. Um rombo
monstruoso e milionário no Fundo de Previdência Municipal, o que causa ainda
mais inquietude dentre aqueles que estão aposentados ou que ainda vão se
aposentar. E visualmente, uma cidade feia e desleixada. Nossas ruas
esburacadas, cheias de lixo e entulho, nossas praças sem iluminação e com seus
canteiros mortos. Nossa saúde à míngua, sem sequer um suporte mínimo dentro de
nossas fronteiras. Nossa educação sem equipamentos e suportes para que nossas crianças
possam ter um futuro brilhante. Nossa agropecuária que pede socorro e vai morrendo aos
poucos. Nosso turismo... isso não existe em Felixlândia, vejam só o exemplo das
férias de julho e a Festa de Agosto. Bem, a contar, não existe sequer uma área
de nosso município que chegue a patamar acima de ridículo.
E nossos políticos? Rá, pegadinha do Malandro! Esse é um
caso à parte que merece uma tese de doutorado. Nunca vi tamanha incompetência e
falta de o mínimo de noção sobre o papel que desempenham. Há exceções, claro,
raríssimas que eu enalteço, mas a maioria é de uma pequenez vergonhosa. Ficam com
seus acordos escusos, tanto a oposição, quanto a situação, ambas almejando
única e exclusivamente as tetas da vaca magra e doente chamada Felixlândia.
Se morássemos em uma cidade séria, a
própria Câmara Municipal já teria caçado o mandato desse senhor, que tem dezenas
de processos na justiça, a maioria por improbidade administrativa. Mas,
enquanto isso, a Câmara nem ao menos expõe à grande massa da população as suas sessões. Parecem ter vergonha de seus atos, principalmente da falta de cumprimento do preceito básico do legislativo, que é fiscalizar.
Sinceramente, tenho sentimentos ambíguos
em relação a Felixlândia. Ao mesmo tempo que a amo e tenho um enorme orgulho de
ter nascido nessa terra, também tenho vergonha do que vocês a transformaram.
Não que algum dia nossa cidade chegou perto de um patamar que acredito que seja
ao menos aceitável, porém, estão delapidando o último tesouro restante, que é a
esperança de nosso povo.
Não assistirei de braços cruzados a
completa destruição da minha cidade. Nos próximos dias estarei divulgando mais
informações a respeito de um projeto inovador, que tem como único objetivo o
bem de Felixlândia, acima de qualquer interesse pessoal. Porque a final, a única coisa de que o mal necessita para
prevalecer, é de que as pessoas de bem não façam nada .
Um cordial abraço a todos.
Att. Rafael Pereira

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