26 fevereiro 2013

Post #19 – Turismo... Bem, mas de quê?




                Turismo... esta é uma palavra recorrente em épocas de campanha eleitoral para alavancar a frágil economia de nossa cidade. Mas como resgatar os dividendos deste que é no mundo, a maior fonte de receitas existente?

                Felixlândia é, por se dizer, abençoada pelo “potencial” turístico que possui. Potencial este, a meu ver, dividido em três frentes:
_ Turismo Religioso (uma vez que possuímos um esplêndido Santuário que contém uma obra prima do mestre Aleijadinho);
_ Turismo Natural (além de contarmos com uma longa margem do Lago de Três Marias em todo o oeste de nosso município, ainda temos riquezas naturais inexploradas e muitas vezes desconhecidas);
_ Turismo de Lazer (festas e eventos realizados em nossa cidade).

                Todos esses pontos estão ociosos, com um crescimento medíocre, ou até mesmo negativo.

                Na área religiosa, que para eu não cabe ao Executivo Municipal cuidar, me atenho apenas a Paróquia de Nossa Senhora da Piedade, e, não vejo da mesma, uma ação própria para divulgar e apoiar a peregrinação de fiéis e turistas para lhe conhecerem. O próprio Santuário, não oferece a mínima estrutura para comportar os fiéis que moram no município. Não conta com o básico, que seriam: banheiros e bebedouros para serem utilizados durantes os eventos religiosos, muito menos com locais de divulgação de suas ações, e lojas para venda de lembranças e artigos religiosos com o nome de Felixlândia. Isso, mesmo após o Município ter investidos recursos vultuosos para melhoria da “Barraquinha”, como asfaltamento e perfuração de poço artesiano.

                O turismo natural padece de infraestrutura básica! Primeiramente, além da falta de informações de onde e como se chegar, nossas estradas rurais se encontram muitas das vezes intransitáveis. Isso sem falar, que a falta de sinalização, transforma as mesmas em verdadeiros labirintos no meio das plantações de eucalipto. No caso do turista “desbravador” conseguir chegar a algum lugar, qualquer orla que se chegue ao Lago de Três Marias, não se conta com mínimo de conforto. Não existem banheiros, duchas, comércio, nem ao menos sinal de telefonia móvel. Se quisermos turistas, temos que parar de tratá-los como se fossem índios!
Nem GPS funciona direito em nossa cidade, primeiramente temos que colocá-la no mapa!
Temos um exemplo ao lado de infraestrutura para difundir o turismo em nossa orla, a “Prainha” no município de Três Marias deveria ser copiada e implantada em Felixlândia. Sei que os recursos para a mesma são altos, mas com um bom projeto e argumentos convincentes conseguiríamos esse oásis para nossa cidade. Uma área, na beira da represa, com área de camping, banheiros, bares, quadras de areia para prática de esportes, com acesso asfaltado e sinalizado... seria um marco em nossa história. Ficamos a 200 km de distância da capital mineira. Tenho certeza que para o Estado, seria mais interessante o mineiro gastar e consumir em Minas Gerais, do que nos períodos de férias e feriados, viajar para o litoral e outros estados e lá deixar seu dinheiro!

                Quanto ao turismo de Lazer, só oque tenho a falar é que nosso calendário é invejoso!
Carnaval, Aniversário da Cidade, Rodeio, Forró de Rua, Festa de Agosto, FecaFélix, CarnaFélix... são sete eventos que poderíamos ter como calendário fixo anual do Município sob sua responsabilidade. Levando em conta que existe verba disponível para a realização dos mesmos na Secretaria Estadual de Turismo e Cultura e no Ministério de Turismo e Cultura. Para a Prefeitura, bastaria o projeto e a contrapartida, sem falar que poderia achar parceiros, uma vez que muitas estatais investem nesses eventos. Sem falar que ainda teríamos Férias de Janeiro, Semana Santa, Férias de Julho, Abertura do Jubileu, Exposição Agropecuária, Férias de Dezembro, e demais Feriados, como datas e eventos a serem explorados.

                A internet está aí, e os turistas de hoje em dia, recorrem em sua imensa maioria a ela para procurarem seus roteiros turísticos e informações a respeito dos mesmos. A Secretaria Municipal de Turismo deveria manter um sítio, paralelo ao oficial, com todas as informações a respeito do Município, como pontos turísticos, calendários de eventos, mapas, hotelaria, restaurantes, lanchonetes, bares, boates, clubes, mercearias, lojas de suvenir e produtos da região, e bancos (faço um adendo a este quesito. É inconcebível um Município “turístico” contar apenas com 4 bancos, sendo que dois funcionam apenas em horário comercial, e um quase sempre não possui dinheiro em seus caixas eletrônicos. Por que não, firmar um convênio para que Felixlândia possua ao menos 1 terminal de banco 24 horas, com todas as instituições?) Já se foi a época que o turista pegava uma mochila e saia sem rumo a procura de um destino. Temos que levar as coisas mais a sério se queremos renda desta fonte!

                O Turismo, ainda mais para nossa cidade, poderia ser a salvação econômica da qual precisamos para dar um salto de qualidade e até mesmo de arrecadação, para que a mesma possa ser posteriormente revertida em esgoto, asfalto, moradia, saúde, e principalmente educação.

                Boa vontade e visão de futuro já são um bom começo para buscar uma cidade que, inFélixmente, ainda estamos longe de vislumbrar!



                Um cordial abraço a todos.



AttRafael Pereira



23 outubro 2012

Post #18 – Publicidade do "Público": Esse é o começo!




     Existem coisas que são incompatíveis com a atual instrução da maioria da população felixlandense.

     Hoje, nossos representantes eleitos para o executivo e o legislativo nos próximos 4 anos, tem de possuir a sensibilidade de ler a atmosfera de mudança que exala da população, em relação principalmente a publicidade de seus atos.

     É inimaginável que nos atuais anos, os dois poderes sediados em nosso município não se utilizem de forma mais concreta os meios virtuais como sites próprios e perfis em redes sociais para divulgarem seus atos.

     A Prefeitura Municipal e a Câmara Municipal, atendendo principalmente a Lei nº 12.527/2011 “Lei de Acesso a Informação” e o Decreto nº 7.724 que a regula, tem que oferecer a todos os cidadãos, mecanismos para sanar qualquer dúvida a respeito do Órgão Público de forma simples e acessível.

     No âmbito do Executivo, o site poderia, além de conter o questionário para sanar dúvidas, publicar os decretos do Executivo, conter o Código de Posturas e demais legislações, informar todas as arrecadações do município, informações a respeito de convênios, e a prestação de contas mensal, dentre as demais notícias de praxe.

     No Legislativo, além de toda legislação municipal, estadual e federal, poderia conter no site todos os projetos propostos, as atas das reuniões,  bem como um link para se ouvir as reuniões ao vivo (caso não seja possível, fazer a gravação do áudio e postar no dia seguinte da reunião), e demais notícias pertinentes à  Câmara Municipal e seus Vereadores. Por exemplo, quantos e quem são os cidadãos honorários de Felixlândia?

     Publicidade já seria um bom começo para começar a limpar nossa história, e principalmente a “fita” dos nossos políticos.

     Por hoje, é apenas isso... irei voltando aos poucos!



     Um cordial abraço a todos.



AttRafael Pereira

09 outubro 2012

Post #17 – Interpretando o Pleito Felixlandense: Uma visão pessoal!





   
     Venho hoje, humildemente tentar analisar como se deu a escolha do futuro de nossa cidade pelos próximos 4 anos.

     Inicialmente, gostaria de cumprimentar os candidatos vitoriosos para o Executivo, os senhores Humberto e Wagner pela votação expressiva que estabeleceu um novo recorde de diferença de votos, tão como os senhores José Alberto, Otacílio, Deusdedith, Alex, Eduardo, Genemi, Wiliam, e as senhoras Vanderléia e Ilma pelas cadeiras conquistadas no Legislativo Municipal.

     Também cumprimento os senhores Jairo e Marcelino, e todos os demais candidatos por colocarem seu nome a crivo da população, para que esta, de maneira democrática, externasse sua vontade.

     Pois bem... após um começo de campanha frio e sem muita dinâmica, como já é usual em nossa cidade, com o passar da Festa de Agosto, o espírito eleitoral tomou conta dos militantes e de toda população. No Executivo, três chapas disputavam a administração de um município que se encontra com sérios problemas gerenciais. A da Situação, encabeçada pela atual Vice-Prefeita Conceição Bernadino tentava se desvencilhar da atual administração, mas, por motivos jurídicos não pode dar continuidade a sua caminhada. E duas chapas de Oposição, contando com os dois candidatos que não lograram êxito no último pleito, tendo na cabeça os senhores Jairo e Humberto.

     Após a desistência da Situação, a candidata ofertou seu apoio a candidatura do senhor Jairo, fato que já era esperado devido a divergência irreparável com o grupo político do senhor Humberto. A eleição tomou assim, pela primeira vez em nossa história, ares de disputa nacional, colocando frente a frente Tucanos e Petistas.

     A campanha Tucana, que desde o começo contava com grande apoio popular, era confrontada basicamente por três fatores: a administração anterior do candidato, a escolha de seu vice, e processos judiciais em tramitação.

     Já a campanha Petista, foi crescendo ao longo do tempo, e já vislumbrava uma chance de vitória, porém tinha em seu desfavor também três fatores: o ainda desconhecimento da população quanto a seu candidato, o próprio envolvimento do partido no escândalo do Mensalão, e por fim o apoio da Situação.

     Os comitês de campanha exploraram ao máximo os pontos fracos de seus oponentes, esvaziando assim a apresentação de propostas concretas de governo.  Foi uma opção arriscada de ambos os lados, e a campanha teve seu nível abaixado para a já conhecida “politicagem”.

     O lado tucano contava com o apoio da massa a um candidato mais carismático, amplamente conhecido em todo município, que batia forte na atual administração, que se postou de forma mais objetiva a apresentar o que pretendia promover no executivo caso se sagrasse vitorioso. Mas também teve que se justificar dos erros cometidos no passado.

     Os petistas, contavam novamente com um candidato com um curriculum interessante, mas que pecou por possuir uma personalidade mais introvertida, e não ter estado mais presente no dia a dia da cidade após a derrota do último pleito. Mesmo assim, conseguiram galgar votos daqueles que buscavam uma alternativa nova em nossas paragens.

     No período eleitoral, a campanha se intensificou tanto no ambiente do “corpo-a-corpo”, nos comícios e reuniões politicas, mas principalmente no ambiente virtual. Ambos os candidatos contavam com meios de se divulgar suas ideias, posicionamentos e notícias, principalmente nas redes sociais, por meio de seus perfis, ou no grupo de debate deste Blog do Facebook Política & Economia - Uma busca pela "Virtù"!. Seus militantes, sempre atentos a novas informações, promoviam épicos debates no meio virtual, as vezes até ultrapassando os níveis de bom senso. Se pode-se dizer que virtualmente o candidato Jairo tinha uma supremacia, porém os comícios já mantinham as expectativas iniciais de campanha, com larga frente para o candidato Humberto. 

     O mês de agosto findou-se e setembro chegou com uma nova tática das coordenações de campanha. Enquanto os tucanos, para preservar seu candidato, se atinham apenas nas propostas de governo. Os petistas, vendo que seu crescimento estava em um ritmo insuficiente para o domingo de outubro, aumentaram os ataques ao adversário, principalmente conclamando a população a não votar nos candidatos “Ficha Suja”. Ao meu ver, essa atitude se tornou massiva além do necessário, esvaziando o debate de propostas. 

     Enquanto o candidato Humberto se manteve em uma linha pragmática de expor seu programa, o candidato Jairo se perdeu entre propostas e ataques. É impossível não fazer uma comparação com o que ocorreu em Belo Horizonte.

     Penso que foi nessa altura que o resultado eleitoral voltou a estar selado pró 45.

     Outro fato que chamou a atenção, foi que com a aproximação do pleito, começaram novamente a surgir as famosas “Cartas Anônimas”, contendo termos e acusações dignas das pessoas que, de tanta vergonha que tem da própria índole, são incapazes de as sub escrever. Lastimável que ainda tenham pessoas que pensam que essas atitudes prejudiquem aqueles visados. Hoje em dia, essas ações de desespero, se tornam um tiro no próprio pé!

     Nos últimos dias de campanha, não apenas a cidade transpirava política, mas também os eleitores que residem fora aguardavam ansiosamente a chegada do dia 08 de outubro. O último comício não fugiu aos demais de toda campanha quanto a quantidade de presença distinta em ambos. Os candidatos aproveitaram para fazer os agradecimentos de praxe e partiram para os últimos preparativos pré-eleitorais.

     Já véspera da eleição, os mesmos passaram para as panfletagens juntamente com seus cabos eleitorais, que justificavam junto aos eleitores os “porquês” dos votos em seus candidatos.

     A eleição, no primeiro domingo de outubro, se realizou com alguns incidentes já esperados, mas as projeções se confirmaram com a vitória do tucano Humberto sobre o petista Jairo com a diferença de 20% (1.778 votos).



Analisando os números, eles nos revelam posicionamentos importantes:

     Em um universo de 11.641 eleitores cadastrados, nunca em nossa história tivemos uma abstenção tão elevada. São 2.061 pessoas que não compareceram para fazerem a sua escolha cidadã.

     Já dos 9.580 que compareceram, 662 votaram ou branco, ou nulo. Somando com as abstenções, temos 2.723 pessoas que não elegeram o Humberto, nem deram sua confiança ao Jairo. Isso é 23% da população votante do nosso município!

     Das pessoas que votaram, 205 votos foram válidos apenas para o Legislativo.

     Outro fato curioso foi o número expressivo de votos em legenda. 723 pessoas não deram seu voto a um candidato específico.

     Ao meu ver, esses números representam um voz silenciosa de que, para uma certa parcela considerável da população, os candidatos apresentados não satisfizeram as expectativas para receberem seus votos.

     Findando, desejaria dirigir as próximas palavras ao grupo político encabeçado pelo senhor Humberto. Vossa Senhoria recebeu da população felixlandense, uma nova e última chance de reescrever sua história politico-administrativa em nossa cidade. Esse é um raro privilégio que deve ser encarado com seriedade, compromisso e muito trabalho. Torço verdadeiramente para que desempenhe na prefeitura um bonito papel do qual, não apenas irá se orgulhar, mas deixará toda a população orgulhosa de Vossa Senhoria. E se posso lhe ofertar uma dica: EDUCAÇÃO! Apenas com investimento maciço em EDUCAÇÃO, vamos poder alavancar de uma vez por todas nossa cidade.

     Aproveito também para lhe pedir que sempre que possível, dê uma olhada atenciosa para o grupo de discussão do Facebook Política & Economia - Uma busca pela "Virtù"!. A partir deste momento pós eleitoral ele voltará à desempenhar sua função de origem: "Debater sobre Acontecimentos Políticos e Econômicos de Felixlândia. Bem como fazer um paralelo entre o passado e o presente, apontando soluções para o futuro da Cidade". Nele já apareceram várias ideias aplicáveis, e algumas delas sem qualquer ônus, que talvez sirvam para sanar alguns problemas que afligem nossa amada Felixlândia. Dentre seus membros, contará com pessoas de todas as idades, mas principalmente com jovens que querem acima de tudo o bem municipal.

     Estaremos lá para AJUDAR! Seja apontado soluções para eventuais erros, ou seja aplaudindo os acertos que vossa administração vier a promover!

Seja ousado! Não se acomode com o básico... Lute por aquilo que Felixlândia tem direito, e mais um pouco!



     Um cordial abraço a todos.



AttRafael Pereira



P.s.: Gostaria de me dirigir agora a aqueles que torcem para o desastre administrativo de Felixlândia. Pensem bem, qual o lucro que teremos com isso? Mais quatro anos aqui, mais quatro anos ali, e nossa cidade vai se apequenando cada vez mais. Eu não concordo com atitudes de revanchismo. Muito menos de ataques dando adjetivos pejorativos à população que elegeu democraticamente esse ou aquele governante. Democracia Moderna é isso. O voto do mais sábio tem o mesmo peso que o do menos esclarecido. Não queiram pensar que se voltássemos ao modelo de Democracia Grega seria melhor, porque não seria! Na Grécia Antiga, só participavam da vida política aqueles que tinham posses, que por sua vez se tornavam os "mais esclarecidos". Os mesmos justificavam a sua exclusividade de “Voto” com o fato de que o "Povão" não saberia escolher os melhores candidatos.

     Pensem... o melhor candidato não é sempre seu candidato? Seja por questão pessoal, ou social, mas sempre o seu?

     Na mesma Grécia Antiga, uma das castas da população que não votava eram os escravos, Seres Humanos considerados de "segunda categoria"... Hoje em dia esse pensamento mesquinho de que, certas pessoas não poderiam votar, aplicado a nossa realidade, geraria ao invés de um governo para todos, um Ditador!

     Pensem meus caros. Pensem...!

01 outubro 2012

Post #16 – Convite à população Felixlandense: Seja qual for o resultado, seja sempre Felixlândia!




       Estamos próximos ao final da campanha eleitoral de 2012.

    Penso que todos os cidadãos já ouviram, falaram, debateram e estão com suas intenções eleitorais praticamente decididas. É chegada a hora de pensarmos no futuro de nossa cidade. E apenas nisso.

     No próximo domingo, estaremos dando a oportunidade para um Grupo político nos governar pelos próximos 4 anos. Sendo ele o que nós escolhemos na urna, ou não, devemos a princípio, ofertar nossos cumprimentos pela vitória e o apoiarmos no início do mandato.

     Temos que parar com essa mania mesquinha de que se nosso candidato não foi o vitorioso no pleito, que o adversário faça uma péssima administração para dar o troco na população. Pensem bem... a população somos todos nós! Nossa família, nossos amigos, nossa cidade!

     Vamos nos unir. Talvez o executivo não seja o ideal, o legislativo não tenha a qualidade esperada, mas aqui estamos nós, o povo, sempre atento, sempre vigilante pelo bem de nossa cidade. Não vamos guardar para nós mesmos, ideias que possam ajudar Felixlândia. Sugerir, argumentar, falar o que está errado, e, principalmente apontar alternativas para corrigir os erros e buscar o desenvolvimento felixlandense.

     Temos a oportunidade de sepultar de uma vez por todas, o que penso ser o maior mal, aquele que sempre travou a nossa evolução, a “politicagem”!
Não digo que devemos fechar os olhos em prol da simples boa convivência, mas, até nas críticas, temos que usar de um tom responsável. Criticamos sempre o cargo, nunca a pessoa.

     Nós, que temos um maior acesso a fontes de informações, somos obrigados a difundi-las ao restante da população.

     Vamos melhorar nosso município a partir das pessoas. As ideias, a “educação”, muda o mundo, e apenas elas!

     Continuarei a disponibilizar o espaço no Facebook do Grupo “Política& Economia - Uma busca pela "Virtù"!”, para que seja usado de forma séria e serena. Discutir, debater, criticar, mas principalmente oferecer propostas. Somos um povo humilde, mas cheio de ideias. Já vi muitas soluções simples e aplicáveis aparecerem naquele espaço. Vamos unir nossas vozes para que elas cheguem àqueles que possam realiza-las!

     No mais, espero que todos tenham consciência de que um voto, no dia 7 de outubro, irá de uma forma ou outra, escrever o destino de Felixlândia, e o façam com inteligência!
Votemos naqueles que pensamos serem os melhores representantes de nós mesmos. Nos imaginemos no lugar deles, e vejamos se nos orgulhamos do vemos.

     Aproveito para agradecer aos candidatos Conceição, Humberto, e Jairo, pela atenção democrática para com este espaço. Tenho certeza que ambos são parceiros no objetivo comum de melhorar nossa cidade. Desejo sucesso aos dois que ficaram na disputa até o final da campanha. Que possam contar com esse espaço como um aliado para o bem de nosso povo.

Por um legislativo sério e atuante! E por um executivo competente e visionário!

     Um cordial abraço a todos, e um ótimo domingo para Felixlândia.



AttRafael Pereira

12 setembro 2012

Post #15 – Somente com EDUCAÇÃO chegaremos num patamar mínimo de Sociedade!




          Preocupa-me muito os rumos que a atual Secretaria Municipal de Educação traçou para nossa cidade. Vejo uma total falta de critério para definir e executar metas de ensino que consigam proporcionar as gerações futuras, perspectivas de galgar objetivos profissionais e até mesmo de continuidade no ensino superior.

          Enquanto o Governo Estadual investe maciçamente na estruturação de suas escolas no ensino médio, como o ocorrido na Escola Estadual Padre José Gonçalves de Souza. O município deixa muito a desejar nas escolas de educação básica, tanto na infraestrutura quanto na valorização dos professores e funcionários.

          Confesso que fiquei inicialmente surpreso com a informação de que nosso “Colégio” irá receber uma homenagem na Cidade Administrativa pelo ótimo desempenho alcançado nas avaliações governamentais. Prova de que mesmo com uma base falha no ensino de 1ª a 9ª série, nossos estudantes tem um grande potencial que se melhor explorado, poderia surtir em frutos magníficos para nossa cidade.

          A Secretaria Municipal de Educação, tendo a sua frente uma secretária que veio da esfera Estadual, teve todas as condições técnicas, ou pelo menos deveria ter, de colocar em prática o modelo de sucesso alcançado pela Educação Mineira, diga-se, comprovada em testes a melhor do país. Mas, contrariando a lógica, não conseguiu implantar nenhum avanço na área.

          Nossos professores municipais, guerreiros na batalha árdua de repassar conhecimento, sofrem com o descaso, a falta de diálogo, uma perspectiva de um plano de carreiras e salários pífia, sem falar na falta de estrutura para ministrarem suas aulas.

          Nosso problema não se restringe a vergonhosa falta de salários em dia. Nossas escolas não contam com bibliotecas atualizadas, acesso a era digital universalizado aos alunos, estrutura adequada para pratica de esportes, muito menos atividades culturais como aulas de teatro e música.

          Os jogos estudantis foram a prova de que mesmo sem o mínimo apoio, conseguimos chegar ondem poucos imaginavam possível. Mas, uma coisa é não apoiar, outra é, como foi feito pela Administração Municipal, atrapalhar aqueles que buscavam na iniciativa privada e em outros municípios, recursos para as outras etapas. Esse foi um desrespeito com os organizadores, com os atletas, mas principalmente, com o povo de Felixlândia.

          Também tínhamos uma faculdade em nosso município. Penso que essa não era a solução para a formação técnica e superior de nossos alunos, todavia, devido a falta de ousadia e visão de nossos governantes, ela nos atendia em uma parcela até mesmo considerável daqueles que desejavam dar continuidade as estudos, até mesmo vindo estudantes de cidades vizinhas. Pois bem, a atual Secretaria Municipal de Educação, em uma de suas primeiras atitudes, sucateou a faculdade! Removeu aparelhagem e computadores que foram adquiridos para um único fim, o de serem a contrapartida de um contrato firmado com a Instituição de Ensino. Esse foi o começo do fim. A Instituição, que tinha planos de aumentar o investimento e ampliar os cursos oferecidos à população da cidade, viu na atitude o desejo de sua retirada, diga-se de passagem, por motivação única e exclusivamente política.

          Agora me falem. Até quando deveremos ter que exportar nossos jovens para obtenção de ensino técnico e superior em outras cidades? Eu viajei por 3 anos, todos os dias para Sete Lagoas para poder estudar.  Nesses 3 anos, percorri ± 140.000 km, dava para dar 3,5 voltas ao redor da Terra. Os que estudam, tanto em Sete Lagoas, quanto em Curvelo, estão sujeitos as mais variadas intempéries, sem falar no desgaste da viagem, e nossa Secretaria de Educação se dá ao luxo de dispensar uma Faculdade? Já viram que colosso é a Unipac na cidade de Bom Despacho? Complicado, né?!

          Pude estar presente no feriado de 7 de setembro e o mesmo me marcou por duas situações distintas. A primeira foi a falta de respeito cívico pela qual a Secretaria Municipal de Educação tratou o Desfile da Independência. Mal organizado, já esvaziado em sua concepção, sem nenhuma apresentação digna da data. As minúsculas comitivas escolares, apenas passaram pelo pavilhão nacional e se dispersaram no mesmo momento. Uma vergonha! Ao me lembrar da época que tínhamos ao menos o Grupo Escoteiro em nossa cidade, que mantinha seus membros em regime de revezamento mantendo o pavilhão nacional sob guarda, fazendo a cerimonia tanto de hasteamento às 8 horas quanto a de arriamento às 18 horas, ver o que ocorreu na última sexta-feira é de entristecer. Por outro lado, fiquei surpreso com o ensaio da Banda de Música Arte e Conquista ao lado do Santuário. Banda de Música, diga-se de passagem, uma das mais tradicionais de Minas, fez de seu ensaio uma apresentação digna das que ocorrem no Parque Municipal e na Praça da Liberdade em Belo Horizonte. Logicamente respeitando as comparações, fez todos aqueles que passavam no local, crianças, jovens, adultos e idosos, pararem por um instante e se banharem de cultura. Fiquei admirado e orgulhoso pelo inesperado “evento”. Mas a seu término, pude observar que a falta de apoio ainda é evidente.

          Por que não, a Secretaria de Educação aproveitar esse tesouro que temos em nossa cidade e o incorporar nas escolas? Imaginem concertos periódicos ao ar livre. Ainda mais nesses dias de verão. Temos o palco em frente ao Santuário com um bom espaço para se levar toda a família. Temos um coreto, que hoje em dia se transformou em um outdoor de propaganda das mais diversas possíveis que serve apenas para poluir visualmente o centro de nossa cidade.

          Não. Fica a impressão de que a educação não foi a prioridade desse governo nos últimos 3 anos e 8 meses. E vos falo mais ainda. Sem educação, nunca poderemos ter uma cidade melhor.


O povo não é alienado por vontade própria, o povo é alienado por inércia calculada de seus governantes!

          Um Cordial abraço a todos!



AttRafael Pereira