Olá meus queridos Gafanhotos. Estava com saudades de lhes dar um dedo de prosa política.
Volto em um
momento único da Democracia. Pela primeira vez, desde o final do período do
Governo Militar, a descrença no chefe de Estado e no modelo de governança chega
a um nível insuportável para a população.
A senhora Rousseff, após um escabroso
estelionato eleitoral, vem enfiando goela abaixo, de todo o povo brasileiro,
ações amargas e covardes para amenizar todas as ingerências praticadas por ela
e por seu antecessor. A clara retirada de Direitos Trabalhistas; as
dificuldades criadas para o acesso ao Fies, Prouni, Pronatec, e manutenção das
Unidades Federais de Educação (Brasil – Pátria Educadora? Não Fode, né?!); o
sistema financeiro e produtivo a beira do caos, com aumentos absurdos nas
tarifas públicas de água, energia, gás, e combustível; e um golpe bilionário no
coração da (ex) maior empresa do Brasil com o objetivo de desviar montantes de
dinheiro para seu partido (Partido dos Trabalhadores) e outros tantos de sua base
aliada. Tudo isso vindo à tona após a eleição ganha e comemorada, como se fosse
zombando da cara do povo. Todavia, o povo (aquele honesto, trabalhador, e
patriota) disse um chega no último dia 15 de março com a maior manifestação da
história deste período democrático. E nessa manifestação, ao contrário do que
noticiou a grande imprensa, o povo pedia claramente o FORA DILMA, o FORA PT, o
FORA FORO DE SÃO PAULO, o NÃO À CORRUPÇÃO, e o NÃO À REFORMA POLÍTICA
BOLIVARIANA PROPOSTA PELO PT E SEUS ALIADOS. No próximo domingo, dia 12 de
abril, teremos outra manifestação que promete ser maior do que a anterior.
Vamos ver se ao menos sobrou algum resquício de hombridade na senhora Rousseff,
e ela muda os rumos de seu governo, ou toma a atitude nobre de renunciar ao
cargo que é incompatível com capacidade.
Em Minas, a situação não é tão diferente do que
acontece no âmbito nacional. Como primeiro ato oficial do novo governador,
Pimentel aumentou o número de Secretarias e, deu um aumento para todo o seu
primeiro escalão, e se próprio, de 40%. Já para a classe dos professores, que
apoiou maciçamente sua candidatura, o aumento foi de 5% ante uma inflação de
6,5%, ou seja, na prática, o governador petista diminuiu o salário dos
professores em 1,5% (sic). Agora, nos últimos dias, me aparece um documento
vergonhoso, com uma tentativa clara de reescrever a história dos governos anteriores
com base em números maquiados. Na mesma semana, os funcionários da CEMIG, essa
sim um orgulho para o povo brasileiro, receberam a notícia de um aumento
salarial de 3%, não obstante, a nova diretoria recebeu um aumento bem maior,
chegando ao ponto de seu presidente (companheiro do PT), passar a receber
singelos 119 mil reais mensais. Mais uma prova do estilo petista de se
governar, aumentando ao máximo o inchaço da máquina pública e ganhos dos
companheiros escolhidos a dedo.
Agora, olhando
para nossa tão amada, porém tão castigada Felixlândia, me faltam até palavras
para descrever como conseguimos chegar a administração mais incompetente,
corrupta e sem o mínimo de honra da qual tenho conhecimento. Felixlândia ficou
famosa! Apareceu nos últimos anos em vários meios de comunicação: G1, Hoje em
Dia, MGTV, O Tempo,R7, Super Notícia... infelizmente, o motivo não foram as
belezas naturais, o crescimento econômico ou social, ou atitudes nobres
daqueles que nos administram. Muito pelo contrário, nossos governantes sempre estão
atolados até às narinas em um poço fétido de corrupção. São greves da educação,
greves da saúde, escândalos de desvios de verbas, salários atrasados, e muitos,
mais muitos processos que tem como réus o senhor Humberto, e boa parte da
cúpula da Prefeitura, sem falar da corja que orbita em torno da máquina pública
municipal. A cidade está horrorosa. Chega a dar vergonha de convidar conhecidos
para visitá-la. As ruas esburacadas, as praças em ruínas, a economia local
falida, e o pior de tudo, sem nenhuma perspectiva de melhora a curto ou médio
prazo. Como se deixa o salário dos servidores atrasar tantos meses? O motivo seria
só o inchaço da folha de pagamento (com tantos funcionários zumbis)? Não! O dinheiro
arrecadado mensalmente dá para cobrir toda a estrutura municipal e o pagamento
do funcionalismo. É bem verdade que sobra quase nada para investimento e
infraestrutura, porém, este que vos escreve já denunciou e apontou saídas, aqui neste mesmo blog, para
se aumentar a receita em quase 50% combatendo principalmente a sonegação fiscal
das grandes empresas reflorestadoras, e, cobrar as dívidas de IPTU deixando de
fazer de otários aqueles que pagam seus impostos em dia. Mas voltando aos
atrasos, eles acontecem porque se rouba, e se rouba muito em Felixlândia.
E de nossa Casa Legislativa
já se viu que também não pode se esperar muita coisa. A técnica legislativa e o
conhecimento jurídico da maioria dos que lá estão, chegam a ser piada. Além de
não legislar, a fiscalização é feita de binóculos, porém virados ao contrário. Não
é razoável ficar se oficializando constantemente ao Ministério Público, uma vez
que a resposta quase sempre é a mesma: “Não procedente”. Chegou a hora de se
responsabilizarem pelo mandato que a população lhes ofertou e protocolarem o
processo de Impeachment (Decreto Lei nº 201/1967) do atual Prefeito com base nos
inúmeros crimes e abundantes provas. Essa talvez seja a atitude mais nobre do
qual os Anais desta Casa tiveram conhecimento.
Para finalizar,
alguns devem estar questionando por que de eu não ter citado o partido do
Prefeito, o PSDB. Não foi pela intenção de defender o mesmo. Para ser sincero,
o defino como o partido mais bundão do Brasil, contudo, a estrutura de influência
partidária não se aplica em nossa cidade. A política em Felixlândia é dividida
em “feudos” que não tem ligação
ideológica, e sim pessoal e financeira. Os que hoje estão na oposição, são os
mesmos que um dia mamaram nas tetas governamentais, e querem voltar a “beiçá-las”. Todos os “feudos” de formação tradicional em nossa
cidade, mesmo que com enxertos de novas figuras políticas, mantém os mesmos
tumores incrustados em seu seio.
Um cordial abraço a
todos.
Att. Rafael Pereira

























