22 novembro 2013

Post #21 – E quanto aos nossos 20 centavos?



             

          Olá meus caros.

        Já estava com saudades de escrever para vocês, mas por esses tempos estava um pouco abarrotado de coisas para fazer.

           Hoje, abordarei mais uma situação absurda que acontece a anos em nossa cidade.

         Lembram dos protestos de junho, que começaram por causa dos tais 20 centavos? Pois bem, analisaremos como se dá o transporte publico em nossa Felixlândia.

         A princípio, não temos um órgão que administre o transporte público, os táxis, os moto-táxis, nem que fiscalize os ônibus intermunicipais.

       Nosso transporte público (lotação), não tem horário, nem trajeto, muito menos valores condizentes com nossa realidade. Poderíamos ter linhas que atendessem além do Ribeirão do Bagre, Centro, Alto Social e Posto Pioneiro, os bairros Capitão Custódio, Anchieta, Buritis, Vila de Fátima, além dos distritos de São Geraldo do Salto e São José do Buriti poderiam ser beneficiados com o transporte público municipal.

        No caso dos Táxis, 64 placas são um exagero que além de tudo, dão prejuízo ao município. A total falta de critério para distribuí-las também preocupa. O Prefeito Municipal tem táxi, o Vice Prefeito Municipal tem táxi, o Presidente da Câmara Municipal tem táxi, quando algum cidadão teve o serviço deles? Será que se ligássemos para alguma dessas autoridades eles iria nos prestar uma “corrida”? Duvido muito! E o pior, se eles tem táxis, não pagam o IPVA, e o município não arrecada! Ou seja, quem deveria proteger o orçamento do município, o lesa! Não temos nenhum parâmetro na cobrança da taxa do serviço, muito menos um esquema de plantão fixo nos pontos de táxi, sem falar na falta de padrão dos veículos, o que permite que o taxista compre um carro pessoal, e não um carro para prestar serviço à população.

         Sobre o Moto-Táxi, é uma opção já encontrada em várias cidades da região, que contempla principalmente a parcela mais carente da população. Porém, como não temos uma legislação a respeito do assunto, não podemos destinar “placas vermelhas” aos que interessam ao Município para servir melhor a população, muito menos organizar essa prestação de serviço.

         Já a respeito do transporte intermunicipal, prestado pela empresa Viação Sertaneja, é em todas as palavras uma vergonha. Além desta empresa utilizar o prédio público do Terminal Rodoviário como garagem particular, os valores cobrados de nossa população são extorsivos! Sem falar que fazer uma viagem para outra cidade de lotação não respeita os usuários. Os horários são outro grave problema existente, uma vez que não são bem distribuídos durante o dia, chegando a ficar 3 horas sem transporte na linha Felixlândia – Curvelo, e tendo o seus últimos ônibus (lotação) nesta linha saindo de Felixlândia às 20 horas e de Curvelo às 18:30 horas. Onde está a Prefeitura para cobrar a revisão disto. Já as linhas que ligam às cidades de Três Marias e Belo Horizonte, chegam a dar nojo nos usuários. Não temos nenhum ônibus que saia inicialmente do nosso Município, todos são “em transito”, e ainda sofrem com atrasos de até 1 hora, com total falta de respeito aos usuários. Não podemos marcar nenhum compromisso na capital mineira contando com o transporte da Viação Sertaneja, se o fizermos, correremos sérios riscos de o perdermos.

        A total falta de compromisso com a população vinda de nossos governantes, em assuntos que não gerariam gasto algum do Município, que é o caso do transporte, só nos evidência cada vez mais a incompetência da administração. Coisas simples mudam a vida das pessoas. Precisamos sim de grandes obras, grandes projetos, mas, se não se faz o possível de forma administrativa sem gasto algum, impossível imaginar que se faça algo de mais surpreendente em nossa cidade.



Um cordial abraço a todos.



AttRafael Pereira




         P.s. Aproveitando a ocasião, nosso Município foi agraciado com o Programa “Caminhos de Minas” do Governo do Estado para o asfaltamento da MG-164 (liga a sede do Município à Barra do Rio Paraopeba). Esclareço que essa foi um conquista do povo de Felixlândia, não se deixem enganar por aqueles que querem colocar seus nomes nesta conquista. Este é um Programa que beneficiou todas as cidades de Minas Gerais. Este asfalto não veio através de nenhuma emenda pessoal de qualquer deputado que seja.
         E quanto aos boatos da transferência desse asfalto para o trecho da Várzea do Buriti até o distrito de São José do Buriti, são apenas especulações. Não se pode transferir obras por questões prévias de engenharia. Caso alguns queiram, com justiça, o asfalto da estrada do Buriti, e até mesmo da Várzea, procurem os deputados oportunistas que sempre aparecem, e cobrem dos mesmos, suas emendas pessoais para esta obra. Não é possível que o nosso Prefeito, sendo do mesmo partido do Governador, não estava, a tempos, ciente do trecho agraciado com asfalto pelo Programa “Caminhos de Minas”?!




08 julho 2013

Post #20 – O maior ASSALTO da história de Felixlândia!



“O desconhecimento do povo se transforma na mão do ladrão!”

Desculpem-me meus caros pela demora de um novo post, mas precisei de certo tempo para angariar informações fidedignas e oficiais a respeito do que irei abaixo explanar, que é, a meu ver, o maior assalto da história de Felixlândia, que se segue repetidamente todos os meses a décadas!

Muitos de nós nos perguntamos do por que do não desenvolvimento de nossa amada cidade. Pois bem, nosso município passa há anos por sucessivas administrações medíocres, e isso é, de certo modo, o fator primordial para nossa evolução a passos de tartaruga. Não temos perspectiva de melhora sensível neste contexto. Nossos jovens não tem mercado de trabalho em nossa cidade, nosso comércio não é fomentado, nossa agropecuária está a quem do que poderia ser, nossa infraestrutura está aos cacos, e nossa administração pública é incompetente e muitas vezes desonesta.

A receita do município, proveniente em sua maioria de repasses estaduais e federais, mantém nada mais do que o básico. E quando digo básico, falo de salário dos servidores, e hospital e escolas abertas. Não resta quase nada para obras, projetos ou qualquer outra coisa “anormal”. Tudo que difere disso advém de programas a nível estadual e nacional, que Felixlândia recebe juntamente com todos os outros municípios.

O que, poucos sabem, menos se interessam, e ainda alguns tentam esconder, é que somos  ROUBADOS de milhões de reais todos os anos através da sonegação fiscal. A indústria reflorestadora, responsável pela produção de carvão vegetal e madeira, nos dá um calote mensal de por volta de R$ 375.000,00 (trezentos e setenta e cinco mil reais). Durante um ano R$ 4.500.000,00 (quatro milhões e quinhentos mil de reais). Durante um mandato de quatro anos R$ 18.000.000,00 (dezoito milhões de reais). Não sei se nas cidades onde essas empresas têm suas sedes isso é muito dinheiro, mas de onde eu vim, isso é dinheiro pra k-ralho!

A conta para chegar nesse montante é simples:

De acordo com informações oficiais cedidas pelo Governo do Estado de Minas Gerais, baseadas no último censo realizado no ano de 2009, a área plantada de eucalipto no município de Felixlândia é de 20.272,20 hectares.

Levando em conta que 01 hectare da nossa terra produz, em média, 250m³ de carvão vegetal durante 5 anos, a produção anual média seria de 50m³ x 20.272,20ha (50m³/ha x Área Plantada)  com o resultado de 1.013.636m³.

Sendo que o preço médio pago na siderúrgica pelo m³ de carvão vegetal é de R$ 100,00, o valor da produção média anual de Felixlândia é R$ 100 x 1.013.636m³ (R$/m³ x Produção de Carvão Vegetal/ano) será R$ 101.363.600,00.

Esse valor sofre uma tributação do ICMS de 18% (R$ 101.363.600,00 – 82%) o que daria R$ 18.245.448,00. Dessa arrecadação estadual, 25% retorna ao município produtor (R$ 18.245.448,00 – 75%) sendo este valor de R$ 4.561.362,00 por ano (R$ 380.113,50 por mês).

Lembro que esses dados são do ano de 2009 (último censo realizado), o prognóstico da atual área plantada é de 30.000,00 hectares, o que daria uma arrecadação para Felixlândia de R$ 6.750.000,00/ano (R$ 562.500,00/mês).

                Por outro lado, a evolução da arrecadação anual de ICMS no município de Felixlândia/MG, dados também oficiais cedidos pelo Governo do Estado de Minas Gerais, é de:

Repasse ICMS ano 2009: R$ 2.130,746,61
Repasse ICMS ano 2012: R$ 3.126.376,96
Repasse ICMS ano 2013 (Janeiro a Junho): R$ 1.478.300,59

Com esses dados, a arrecadação municipal sobre o repasse de ICMS deveria ser de R$ 4.561.362,00 por ano (lembrando que são dados de 2009), porém nossa arrecadação no último ano foi de R$ 3.126.376,96. É uma diferença de, no mínimo, R$ 1.434.985,04 por ano que é sonegada de nosso município. Sem falar que recebemos ICMS de várias fontes, ou seja, a sonegação é muito maior, e se levarmos em conta o prognóstico da atual área plantada, ela pode chegar ao valor de R$ 3.750.000,00 por ano (R$ 312.500,00/mês).

Já perdemos o trem da evolução, quando a mais de meio século atrás, cortamos nossas florestas nativas para ajudar ao país na montagem de seu parque siderúrgico com nosso carvão, que saía já no seu tempo sem nota fiscal. Nosso cerrado veio abaixo, o município não teve o retorno dos impostos, e os produtores não foram orientados de como fazer daquela, uma atividade duradoura. Se cada produtor que fizesse carvão em seu terreno, separasse 20% da terra cultivável para plantio de eucalipto, teria uma renda fixa eterna, podendo ainda usar o restante para a agricultura e pecuária. Mas isso não aconteceu, e quando a renda se tornou inviável, nossos produtores rurais, os mesmos que construíram esta cidade, se viram obrigados a vender suas terras para as grandes empresas reflorestadoras, e acabaram gerando evasão do campo, desemprego e miséria na cidade.

Já aconteceu uma vez, e está acontecendo de novo!

Como eu falei, se trata de uma quantia substancial de dinheiro. Quantia esta, que se bem trabalhada, em não mais do que em 10 anos, transformaria Felixlândia em uma cidade com nível de desenvolvimento europeu. Não tenho a menor dúvida disto.

Com os projetos e pessoas certas, priorizando a infraestrutura e a educação, viraríamos um exemplo para todo o país!

Um novo grupo com uma mentalidade mais ambiciosa está surgindo. Vamos fazer uma Mobilização para brigar pelo que temos direito e almejar o infinito. Chega desse complexo de “vira-lata”. Não aceitaremos uma gota a menos do que o melhor para Felixlândia!



Um cordial abraço a todos.



Att. Rafael Pereira



                P.s. Oficiei a Prefeitura Municipal, baseado na Lei 12.527/2011 “Lei de Acesso a Informação” e o Decreto 7.724 que a regula, para obter os dados a respeito da arrecadação municipal e outras informações, mas não obtive êxito da maneira que gostaria. Oficiei também a Câmara Municipal. Os ofícios e suas respectivas respostas se encontram disponibilizadas no anexo abaixo, assim como os documentos oficiais, utilizados para comprovação dos dados expostos, repassados pelos órgãos oficiais a respeito da área plantada e valores recebidos pelo município.



ANEXOS:

Anexo 01: Requerimento e resposta sobre a área plantada no município de Felixlândia/MG



Anexo 02: Arrecadação do município de Felixlândia/MG no ano de 2009



Anexo 03: Arrecadação do município de Felixlândia/MG no ano de 2012



Anexo 04: Arrecadação do município de Felixlândia/MG no ano de 2013 (jan-fev-mar-abr-mai-jun)



Anexo 05: Requerimento pedindo informações da Prefeitura Municipal de Felixlândia/MG



Anexo 06: Resposta do requerimento pedindo informações da Prefeitura Municipal de Felixlândia/MG



Anexo 07: Requerimento pedindo informações da Câmara Municipal de Felixlândia/MG




Anexo 08: Resposta do requerimento pedindo informações da Câmara Municipal de Felixlândia/MG

26 fevereiro 2013

Post #19 – Turismo... Bem, mas de quê?




                Turismo... esta é uma palavra recorrente em épocas de campanha eleitoral para alavancar a frágil economia de nossa cidade. Mas como resgatar os dividendos deste que é no mundo, a maior fonte de receitas existente?

                Felixlândia é, por se dizer, abençoada pelo “potencial” turístico que possui. Potencial este, a meu ver, dividido em três frentes:
_ Turismo Religioso (uma vez que possuímos um esplêndido Santuário que contém uma obra prima do mestre Aleijadinho);
_ Turismo Natural (além de contarmos com uma longa margem do Lago de Três Marias em todo o oeste de nosso município, ainda temos riquezas naturais inexploradas e muitas vezes desconhecidas);
_ Turismo de Lazer (festas e eventos realizados em nossa cidade).

                Todos esses pontos estão ociosos, com um crescimento medíocre, ou até mesmo negativo.

                Na área religiosa, que para eu não cabe ao Executivo Municipal cuidar, me atenho apenas a Paróquia de Nossa Senhora da Piedade, e, não vejo da mesma, uma ação própria para divulgar e apoiar a peregrinação de fiéis e turistas para lhe conhecerem. O próprio Santuário, não oferece a mínima estrutura para comportar os fiéis que moram no município. Não conta com o básico, que seriam: banheiros e bebedouros para serem utilizados durantes os eventos religiosos, muito menos com locais de divulgação de suas ações, e lojas para venda de lembranças e artigos religiosos com o nome de Felixlândia. Isso, mesmo após o Município ter investidos recursos vultuosos para melhoria da “Barraquinha”, como asfaltamento e perfuração de poço artesiano.

                O turismo natural padece de infraestrutura básica! Primeiramente, além da falta de informações de onde e como se chegar, nossas estradas rurais se encontram muitas das vezes intransitáveis. Isso sem falar, que a falta de sinalização, transforma as mesmas em verdadeiros labirintos no meio das plantações de eucalipto. No caso do turista “desbravador” conseguir chegar a algum lugar, qualquer orla que se chegue ao Lago de Três Marias, não se conta com mínimo de conforto. Não existem banheiros, duchas, comércio, nem ao menos sinal de telefonia móvel. Se quisermos turistas, temos que parar de tratá-los como se fossem índios!
Nem GPS funciona direito em nossa cidade, primeiramente temos que colocá-la no mapa!
Temos um exemplo ao lado de infraestrutura para difundir o turismo em nossa orla, a “Prainha” no município de Três Marias deveria ser copiada e implantada em Felixlândia. Sei que os recursos para a mesma são altos, mas com um bom projeto e argumentos convincentes conseguiríamos esse oásis para nossa cidade. Uma área, na beira da represa, com área de camping, banheiros, bares, quadras de areia para prática de esportes, com acesso asfaltado e sinalizado... seria um marco em nossa história. Ficamos a 200 km de distância da capital mineira. Tenho certeza que para o Estado, seria mais interessante o mineiro gastar e consumir em Minas Gerais, do que nos períodos de férias e feriados, viajar para o litoral e outros estados e lá deixar seu dinheiro!

                Quanto ao turismo de Lazer, só oque tenho a falar é que nosso calendário é invejoso!
Carnaval, Aniversário da Cidade, Rodeio, Forró de Rua, Festa de Agosto, FecaFélix, CarnaFélix... são sete eventos que poderíamos ter como calendário fixo anual do Município sob sua responsabilidade. Levando em conta que existe verba disponível para a realização dos mesmos na Secretaria Estadual de Turismo e Cultura e no Ministério de Turismo e Cultura. Para a Prefeitura, bastaria o projeto e a contrapartida, sem falar que poderia achar parceiros, uma vez que muitas estatais investem nesses eventos. Sem falar que ainda teríamos Férias de Janeiro, Semana Santa, Férias de Julho, Abertura do Jubileu, Exposição Agropecuária, Férias de Dezembro, e demais Feriados, como datas e eventos a serem explorados.

                A internet está aí, e os turistas de hoje em dia, recorrem em sua imensa maioria a ela para procurarem seus roteiros turísticos e informações a respeito dos mesmos. A Secretaria Municipal de Turismo deveria manter um sítio, paralelo ao oficial, com todas as informações a respeito do Município, como pontos turísticos, calendários de eventos, mapas, hotelaria, restaurantes, lanchonetes, bares, boates, clubes, mercearias, lojas de suvenir e produtos da região, e bancos (faço um adendo a este quesito. É inconcebível um Município “turístico” contar apenas com 4 bancos, sendo que dois funcionam apenas em horário comercial, e um quase sempre não possui dinheiro em seus caixas eletrônicos. Por que não, firmar um convênio para que Felixlândia possua ao menos 1 terminal de banco 24 horas, com todas as instituições?) Já se foi a época que o turista pegava uma mochila e saia sem rumo a procura de um destino. Temos que levar as coisas mais a sério se queremos renda desta fonte!

                O Turismo, ainda mais para nossa cidade, poderia ser a salvação econômica da qual precisamos para dar um salto de qualidade e até mesmo de arrecadação, para que a mesma possa ser posteriormente revertida em esgoto, asfalto, moradia, saúde, e principalmente educação.

                Boa vontade e visão de futuro já são um bom começo para buscar uma cidade que, inFélixmente, ainda estamos longe de vislumbrar!



                Um cordial abraço a todos.



AttRafael Pereira



23 outubro 2012

Post #18 – Publicidade do "Público": Esse é o começo!




     Existem coisas que são incompatíveis com a atual instrução da maioria da população felixlandense.

     Hoje, nossos representantes eleitos para o executivo e o legislativo nos próximos 4 anos, tem de possuir a sensibilidade de ler a atmosfera de mudança que exala da população, em relação principalmente a publicidade de seus atos.

     É inimaginável que nos atuais anos, os dois poderes sediados em nosso município não se utilizem de forma mais concreta os meios virtuais como sites próprios e perfis em redes sociais para divulgarem seus atos.

     A Prefeitura Municipal e a Câmara Municipal, atendendo principalmente a Lei nº 12.527/2011 “Lei de Acesso a Informação” e o Decreto nº 7.724 que a regula, tem que oferecer a todos os cidadãos, mecanismos para sanar qualquer dúvida a respeito do Órgão Público de forma simples e acessível.

     No âmbito do Executivo, o site poderia, além de conter o questionário para sanar dúvidas, publicar os decretos do Executivo, conter o Código de Posturas e demais legislações, informar todas as arrecadações do município, informações a respeito de convênios, e a prestação de contas mensal, dentre as demais notícias de praxe.

     No Legislativo, além de toda legislação municipal, estadual e federal, poderia conter no site todos os projetos propostos, as atas das reuniões,  bem como um link para se ouvir as reuniões ao vivo (caso não seja possível, fazer a gravação do áudio e postar no dia seguinte da reunião), e demais notícias pertinentes à  Câmara Municipal e seus Vereadores. Por exemplo, quantos e quem são os cidadãos honorários de Felixlândia?

     Publicidade já seria um bom começo para começar a limpar nossa história, e principalmente a “fita” dos nossos políticos.

     Por hoje, é apenas isso... irei voltando aos poucos!



     Um cordial abraço a todos.



AttRafael Pereira

09 outubro 2012

Post #17 – Interpretando o Pleito Felixlandense: Uma visão pessoal!





   
     Venho hoje, humildemente tentar analisar como se deu a escolha do futuro de nossa cidade pelos próximos 4 anos.

     Inicialmente, gostaria de cumprimentar os candidatos vitoriosos para o Executivo, os senhores Humberto e Wagner pela votação expressiva que estabeleceu um novo recorde de diferença de votos, tão como os senhores José Alberto, Otacílio, Deusdedith, Alex, Eduardo, Genemi, Wiliam, e as senhoras Vanderléia e Ilma pelas cadeiras conquistadas no Legislativo Municipal.

     Também cumprimento os senhores Jairo e Marcelino, e todos os demais candidatos por colocarem seu nome a crivo da população, para que esta, de maneira democrática, externasse sua vontade.

     Pois bem... após um começo de campanha frio e sem muita dinâmica, como já é usual em nossa cidade, com o passar da Festa de Agosto, o espírito eleitoral tomou conta dos militantes e de toda população. No Executivo, três chapas disputavam a administração de um município que se encontra com sérios problemas gerenciais. A da Situação, encabeçada pela atual Vice-Prefeita Conceição Bernadino tentava se desvencilhar da atual administração, mas, por motivos jurídicos não pode dar continuidade a sua caminhada. E duas chapas de Oposição, contando com os dois candidatos que não lograram êxito no último pleito, tendo na cabeça os senhores Jairo e Humberto.

     Após a desistência da Situação, a candidata ofertou seu apoio a candidatura do senhor Jairo, fato que já era esperado devido a divergência irreparável com o grupo político do senhor Humberto. A eleição tomou assim, pela primeira vez em nossa história, ares de disputa nacional, colocando frente a frente Tucanos e Petistas.

     A campanha Tucana, que desde o começo contava com grande apoio popular, era confrontada basicamente por três fatores: a administração anterior do candidato, a escolha de seu vice, e processos judiciais em tramitação.

     Já a campanha Petista, foi crescendo ao longo do tempo, e já vislumbrava uma chance de vitória, porém tinha em seu desfavor também três fatores: o ainda desconhecimento da população quanto a seu candidato, o próprio envolvimento do partido no escândalo do Mensalão, e por fim o apoio da Situação.

     Os comitês de campanha exploraram ao máximo os pontos fracos de seus oponentes, esvaziando assim a apresentação de propostas concretas de governo.  Foi uma opção arriscada de ambos os lados, e a campanha teve seu nível abaixado para a já conhecida “politicagem”.

     O lado tucano contava com o apoio da massa a um candidato mais carismático, amplamente conhecido em todo município, que batia forte na atual administração, que se postou de forma mais objetiva a apresentar o que pretendia promover no executivo caso se sagrasse vitorioso. Mas também teve que se justificar dos erros cometidos no passado.

     Os petistas, contavam novamente com um candidato com um curriculum interessante, mas que pecou por possuir uma personalidade mais introvertida, e não ter estado mais presente no dia a dia da cidade após a derrota do último pleito. Mesmo assim, conseguiram galgar votos daqueles que buscavam uma alternativa nova em nossas paragens.

     No período eleitoral, a campanha se intensificou tanto no ambiente do “corpo-a-corpo”, nos comícios e reuniões politicas, mas principalmente no ambiente virtual. Ambos os candidatos contavam com meios de se divulgar suas ideias, posicionamentos e notícias, principalmente nas redes sociais, por meio de seus perfis, ou no grupo de debate deste Blog do Facebook Política & Economia - Uma busca pela "Virtù"!. Seus militantes, sempre atentos a novas informações, promoviam épicos debates no meio virtual, as vezes até ultrapassando os níveis de bom senso. Se pode-se dizer que virtualmente o candidato Jairo tinha uma supremacia, porém os comícios já mantinham as expectativas iniciais de campanha, com larga frente para o candidato Humberto. 

     O mês de agosto findou-se e setembro chegou com uma nova tática das coordenações de campanha. Enquanto os tucanos, para preservar seu candidato, se atinham apenas nas propostas de governo. Os petistas, vendo que seu crescimento estava em um ritmo insuficiente para o domingo de outubro, aumentaram os ataques ao adversário, principalmente conclamando a população a não votar nos candidatos “Ficha Suja”. Ao meu ver, essa atitude se tornou massiva além do necessário, esvaziando o debate de propostas. 

     Enquanto o candidato Humberto se manteve em uma linha pragmática de expor seu programa, o candidato Jairo se perdeu entre propostas e ataques. É impossível não fazer uma comparação com o que ocorreu em Belo Horizonte.

     Penso que foi nessa altura que o resultado eleitoral voltou a estar selado pró 45.

     Outro fato que chamou a atenção, foi que com a aproximação do pleito, começaram novamente a surgir as famosas “Cartas Anônimas”, contendo termos e acusações dignas das pessoas que, de tanta vergonha que tem da própria índole, são incapazes de as sub escrever. Lastimável que ainda tenham pessoas que pensam que essas atitudes prejudiquem aqueles visados. Hoje em dia, essas ações de desespero, se tornam um tiro no próprio pé!

     Nos últimos dias de campanha, não apenas a cidade transpirava política, mas também os eleitores que residem fora aguardavam ansiosamente a chegada do dia 08 de outubro. O último comício não fugiu aos demais de toda campanha quanto a quantidade de presença distinta em ambos. Os candidatos aproveitaram para fazer os agradecimentos de praxe e partiram para os últimos preparativos pré-eleitorais.

     Já véspera da eleição, os mesmos passaram para as panfletagens juntamente com seus cabos eleitorais, que justificavam junto aos eleitores os “porquês” dos votos em seus candidatos.

     A eleição, no primeiro domingo de outubro, se realizou com alguns incidentes já esperados, mas as projeções se confirmaram com a vitória do tucano Humberto sobre o petista Jairo com a diferença de 20% (1.778 votos).



Analisando os números, eles nos revelam posicionamentos importantes:

     Em um universo de 11.641 eleitores cadastrados, nunca em nossa história tivemos uma abstenção tão elevada. São 2.061 pessoas que não compareceram para fazerem a sua escolha cidadã.

     Já dos 9.580 que compareceram, 662 votaram ou branco, ou nulo. Somando com as abstenções, temos 2.723 pessoas que não elegeram o Humberto, nem deram sua confiança ao Jairo. Isso é 23% da população votante do nosso município!

     Das pessoas que votaram, 205 votos foram válidos apenas para o Legislativo.

     Outro fato curioso foi o número expressivo de votos em legenda. 723 pessoas não deram seu voto a um candidato específico.

     Ao meu ver, esses números representam um voz silenciosa de que, para uma certa parcela considerável da população, os candidatos apresentados não satisfizeram as expectativas para receberem seus votos.

     Findando, desejaria dirigir as próximas palavras ao grupo político encabeçado pelo senhor Humberto. Vossa Senhoria recebeu da população felixlandense, uma nova e última chance de reescrever sua história politico-administrativa em nossa cidade. Esse é um raro privilégio que deve ser encarado com seriedade, compromisso e muito trabalho. Torço verdadeiramente para que desempenhe na prefeitura um bonito papel do qual, não apenas irá se orgulhar, mas deixará toda a população orgulhosa de Vossa Senhoria. E se posso lhe ofertar uma dica: EDUCAÇÃO! Apenas com investimento maciço em EDUCAÇÃO, vamos poder alavancar de uma vez por todas nossa cidade.

     Aproveito também para lhe pedir que sempre que possível, dê uma olhada atenciosa para o grupo de discussão do Facebook Política & Economia - Uma busca pela "Virtù"!. A partir deste momento pós eleitoral ele voltará à desempenhar sua função de origem: "Debater sobre Acontecimentos Políticos e Econômicos de Felixlândia. Bem como fazer um paralelo entre o passado e o presente, apontando soluções para o futuro da Cidade". Nele já apareceram várias ideias aplicáveis, e algumas delas sem qualquer ônus, que talvez sirvam para sanar alguns problemas que afligem nossa amada Felixlândia. Dentre seus membros, contará com pessoas de todas as idades, mas principalmente com jovens que querem acima de tudo o bem municipal.

     Estaremos lá para AJUDAR! Seja apontado soluções para eventuais erros, ou seja aplaudindo os acertos que vossa administração vier a promover!

Seja ousado! Não se acomode com o básico... Lute por aquilo que Felixlândia tem direito, e mais um pouco!



     Um cordial abraço a todos.



AttRafael Pereira



P.s.: Gostaria de me dirigir agora a aqueles que torcem para o desastre administrativo de Felixlândia. Pensem bem, qual o lucro que teremos com isso? Mais quatro anos aqui, mais quatro anos ali, e nossa cidade vai se apequenando cada vez mais. Eu não concordo com atitudes de revanchismo. Muito menos de ataques dando adjetivos pejorativos à população que elegeu democraticamente esse ou aquele governante. Democracia Moderna é isso. O voto do mais sábio tem o mesmo peso que o do menos esclarecido. Não queiram pensar que se voltássemos ao modelo de Democracia Grega seria melhor, porque não seria! Na Grécia Antiga, só participavam da vida política aqueles que tinham posses, que por sua vez se tornavam os "mais esclarecidos". Os mesmos justificavam a sua exclusividade de “Voto” com o fato de que o "Povão" não saberia escolher os melhores candidatos.

     Pensem... o melhor candidato não é sempre seu candidato? Seja por questão pessoal, ou social, mas sempre o seu?

     Na mesma Grécia Antiga, uma das castas da população que não votava eram os escravos, Seres Humanos considerados de "segunda categoria"... Hoje em dia esse pensamento mesquinho de que, certas pessoas não poderiam votar, aplicado a nossa realidade, geraria ao invés de um governo para todos, um Ditador!

     Pensem meus caros. Pensem...!